a casa de papel inc.

 

 

Domingo, Novembro 30, 2003




JU POLAIN

O cinema tem esse poder sobre mim, de me causar sensações concretas, como se concreto fosse. E depois de ver ¿O Fabuloso Destino de Amelie Polain¿ pela quinta vez, posso dizer que tive uma tarde de domingo feliz...me sinto meio Amelie, aqui no meu mundinho.

Criado e editado por ju em 10:31 PM | din don:



SILÊNCIO

...Serginho atiçou e lá fui eu parar num site de pensamentos insanos, cujo objetivo é fundir a cuca de quem lê [achei que não ia fazer muito mal pra quem já anda com a cuca fudida, digo, fundida].
Até onde eu li, a questão que mais me chamou atenção: Como uma pessoa surda sabe que é amada? Como a muda diz que ama alguém?...
...uma pessoa surda deve saber que é amada da mesma forma que uma pessoa muda diz que ama;como quem pode falar e ouvir devia dizer que ama;como quem pode ouvir e falar sabe que é amado. Ação.Simples assim [?]...mais importante que essas tais palavras, que às vezes nem dizem o que querem dizer. Gestos. Olhares. Sorrisos. Abraço. Cuidado. Carinho. Mão dadas...a gente pensa que mão dada não é nada, mas eu já li em algum lugar, e acredito, que mão dada é tudo.
Meio sem querer penso na Björk no clip de "It´s oh so quiet", fazendo "shhhh" pra logo depois soltar um berro... acho graça de como uma lembrança tão boba consegue me fazer feliz por cinco segundos e meio, pra logo depois me lembrar que enfim não é uma lembrança tão boba assim...

Criado e editado por ju em 1:11 PM | din don:

 

Sexta-feira, Novembro 28, 2003




MEIA HORA COM BILLIE HOLLIDAY

Já conhecia de vista. De ouvir falar. De saber quem era. Mas nunca tinha ouvido sua voz. Não que eu soubesse. Não com a consciência de que era ela.
Mas aí eu fiquei sozinha com um monte de cds. E lá estava ela. Foi uma surpresa. E eu me senti feliz.
Pena que foi por pouco tempo.

Criado e editado por ju em 8:41 AM | din don:


ENQUANTO ISSO

...é engraçado. Eu já me apaixonei algumas vezes. Já comecei e terminei namoros. Já dei e levei foras. Teoricamente isso deveria me dar alguma experiência no assunto; deveria me ensinar a lidar com essa situação, essa sensação.
Mas quanto a mim, cada fim é pior que o outro. Devia melhorar, mas só piora. Devia ir ficando mais "fácil", mas toda vez é mais difícil. Mais doído.
Talvez eu simplesmente devesse me acostumar, e talvez fosse fácil se eu não tivesse tantos problemas em "me acostumar"...pensando bem, não é tão engraçado assim...

Criado e editado por ju em 8:40 AM | din don:

 

Quinta-feira, Novembro 27, 2003


MAIS DO MESMO

"SUTIL DIFERENÇA

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar à pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa aonde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."


N.B.:...esse texto rola na intenet como se fosse de sheikspeare, mas nos dias de hoje nunca se sabe. Em todo caso, quem quer que tenha escrito parece que sabia das coisas. Ao contrario de mim, que pelo visto não sei de nada...no mínimo dificuldade de aprendizado.

Criado e editado por ju em 11:25 AM | din don:

 

Quarta-feira, Novembro 26, 2003



Criado e editado por ju em 9:40 PM | din don:


ARQUITETURA|UFPI|10 ANOS

O curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Piauí está fazendo 10 anos. Pra comemorar vai ser realizada de 9 a 12 de Dezembro, no auditório do Centro de Tecnologia, a Semana de Arquitetura. Na programação, lançamento de livro, palestras, exposição de trabalhos e apresentações musicais. Como já estou lá há seis [quase sete] anos, sobrou pra mim fazer a divulgação. Agradeço pela colaboração.
Maiores informações: (86) 215 5726, com a Profª Silvia Andrade

Criado e editado por ju em 9:38 PM | din don:


SAPATO, URSINHO DE PELÚCIA E TRAVESSEIRO...[SAPATO?]

Ontem aconteceu no Giramundo a etapa piauiense do concurso Riachuelo Mega Models. Cinco meninas foram selecionadas: três pra participarem da etapa nordeste do concurso, que acontece em Aracaju, em algum dia de dezembro, e duas pra fazer parte do time da agência.
Na minha primeira vez no Giramundo achei tudo lindo [embora o lugar não seja muito bom pra desfiles], e pra quem ia dormir super cedo foi ótimo ficar até, batendo papo com as pessoas, todas loucas, na sala de sinuca.
Amanhã tem Marcelo Evelin.

Criado e editado por ju em 9:38 PM | din don:


EMOÇÕES

Reza a lenda que Roberto Carlos tem sua parcela de culpa pela minha existência. Reza esta mesma lenda que os meus pais se apaixonaram e namoraram muito ao som de Roberto Carlos. É estranho pra mim pensar que o meu pai (biológico) e a minha mãe algum dia na vida se apaixonaram. Que dirá que tinham "trilha sonora". Impossível então imaginar que ele dava discos de presente pra ela. Mas o fato é que eu lembro dos discos, empoeirados num canto da casa da minha tia; lembro das dedicatórias e tudo parece meio surreal.
Eu não adoro Roberto Carlos, mas não dá pra negar que ele seja um tipo de rei, de certa forma. Tudo bem, um rei que acabou ficando meio brega [atenção para o mulet e para as ombreiras], mas que, tirando as melôs [dos óculos, das baixinhas, das gordinhas, das de 40 e da amazônia], tem até umas músicas bem legais, especialmente as mais antigas.
Também não dá pra ignorar que um show de Roberto Carlos é um acontecimento, [curiosidade sobre a iluminação, né?!] especialmente pra quem adora Roberto Carlos.
Como a minha mãe.
Mas estranhamente ele não quis ir. Ofereceu-se ingresso, carona e compania. E ela não quis ir.
[Ah, mas o que é que eu vou fazer num show do Roberto Carlos, sem poder chegar perto dele, e ainda tendo que ficar em pé?]
São tantas emoções...

"...e às vezes eu deixei/ você me ver chorar sorrindo...eu sei já sofri/mas não deixo de amar..."

Criado e editado por ju em 9:37 PM | din don:

 

Sábado, Novembro 22, 2003


HELP


...definitivamente eu não estou bem, e isso não pode ser só tpm, não desse jeito, não com essa intensidade...

[... enfim, o furacão está acordado, e acho que dessa vez vai destruir tudo...]


As you are
Travis


Everyday I wake up alone because
I'm not like all the other boys
And ever since I was young
I had no choice
But it's OK to lead me on
I must admit it's not much fun
To be led on by such a one
As you are
As you are
As you are
And ever since I woke up I felt the net
Was lifting me out of the sea
And even when I'm sinking I feel the need
But it's OK to lead me on
I must admit it's not much fun
To be alone with such a one
As you are
As you are
As you are
And ever since a long time
I felt the rain
And there was no danger
And no more strangers
As you are


How to Disappear Completely
Radiohead


That there
That's not me
I go
Where I please
I walk through walls
I float down the Liffey
I'm not here
This isn't happening
I'm not here
I'm not here

In a little while
I'll be gone
The moment's already passed
Yeah it's gone
And I'm not here
This isn't happening
I'm not here
I'm not here

Strobe lights and blown speakers
Fireworks and hurricanes
I'm not here
This isn't happening
I'm not here
I'm not here

Criado e editado por ju em 10:10 PM | din don:


MUSIC

N.B.: Trilha sonora pra tudo. Duas de uma vez. Mas não procurem ligação entre elas. Estou me dando o direito de ser incoerente.

Thinking About You
Radiohead


Been thinking about you, your records are here,
your eyes are on my wall, your teeth are over there.
But I'm still no-one, and you're now a star,
what do you care?

Been thinking about you, and there's no rest,
shit I still love you, still see you in bed.
But I'm playing with myself, and what do you care
when the other men are far, far better.

All the things you've got,
all the things you need,
who bought you cigarettes,
Who bribed the company to come and see you honey?

I've been thinking about you, so how can you sleep?
These people aren't your friends, they're paid to kiss your feet.
They don't know what I know and why should you care
when I'm not there.

Been thinking about you, and there's no rest,
should I still love you, still see you in bed.
But I'm playing with myself, what do you care,
when I'm not there.

All the things you've got,
she'll never need,
all the things you've got.
I've bled and I bleed to please you.

Been thinking about you.


(All I Have To Do Is) Dream
The Everly Brothers


Dream, dream dream dream
Dream, dream dream dream
When I want you in my arms
When I want you and all your charms
Whenever I want you
All I have to do
Is dream, dream dream dream
When I feel blue in the night
And I need you to hold me tight
Whenever I want you
All I have to do
Is dream
I can make you mine
Taste your lips of wine
Any time, night or day
Only trouble is, gee wiz
I'm dreamin' my life away
I need you so that I could die
I love you so, and that is why
Whenever I want you, all I have to do
Is dream, dream dream dream, dream
Dream, dream dream dream

Criado e editado por ju em 6:11 PM | din don:

É DAQUI, É NOSSO

¿O SERTÃOMUNDO DE SUASSUNA¿
um filme armorial de Douglas Machado

Primeiras palavras:

A trinca/filmes, em parceria com o Instituto Dom Barreto - IDB, está desenvolvendo uma série de documentários sobre literatura brasileira. Realizamos o primeiro: sobre o poeta piauiense Hindemburgo Dobal (¿H. Dobal ¿ Um Homem Particular¿). Este documentário vem ganhando espaço de exibição em escolas, comunidades, universidades, salas de vídeo ¿ além dos locais voltados à literatura como a Academia Piauiense de Letras, em Teresina/PI, Associação Nacional dos Escritores, em Brasília/DF e a Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro/RJ. Além disso, já se encontra nas locadoras com cópias em DVD e VHS.

Agora estamos lançando, novamente com o IDB, o segundo documentário da série: ¿O SERTÃOMUNDO DE SUASSUNA¿ ¿ sobre o universo literário do escritor Ariano Suassuna ¿ conhecido por obras como ¿O Auto da Compadecida¿, ¿O Santo e a Porca¿, ¿A Farsa da Boa Preguiça¿, ¿O Romance da Pedra do Reino¿, dentre outros.

ARIANO SUASSUNA, o decifrador de brasilidades, como já foi chamado, é um dos principais preservadores da cultura do país, alia valores mais arraigados de sua região a seu imenso arcabouço erudito e teórico. Com uma escrita que junta, a um só tempo, elementos do simbolismo, do barroco e da literatura de cordel, esse ficcionista, poeta, dramaturgo e pensador da cultura, transforma o Sertão no palco das questões humanas de qualquer lugar no mundo.

Estivemos diversas vezes com Ariano Suassuna colhendo suas opiniões e comentários, além de termos acompanhado-o em algumas de suas atividades e viagens. Fizemos, também, entrevistas com vários sertanejos bem como intelectuais ligados ao universo Suassuna, como por exemplo: Carlos Newton Júnior (Natal/RN); Antônio Madureira, Egildo Vieira e Maria Aparecida Nogueira (Recife/PE); Rachel de Queiroz (Rio de Janeiro/RJ); Ministro Marcos Vilaça (Brasília/DF); Wilson Martins (Curitiba/PR); Antonio Nóbrega e Sábato Magaldi (São Paulo/SP). No caso de Rachel de Queiroz, trata-se de uma de suas últimas entrevistas ¿ senão a última!

Para a cobertura das imagens relacionadas ao universo Suassuna, percorremos várias localidades do Sertão nordestino. Estados como a Paraíba, Pernambuco, Bahia, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Equipe de frente

- roteiro/direção/fotografia/co-produtor e montagem: DOUGLAS MACHADO;
- produtoras: GARDÊNIA CURY e CÁSSIA MOURA;
- produtora associada: SUZANE JALES;
- compositor da trilha sonora original: SÉRGIO MATOS;
- realização: TRINCA/FILMES em parceria com o INSTITUTO DOM BARRETO;
- patrocínio: INSTITUTO DOM BARRETO e ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS;
- apoio cultural: SJALES e SÉRGIO ROIZENBLIT.
- ano de produção: 2003;
- duração: 80min

Estréia nacional:

local: Academia Brasileira de Letras (Sala José de Alencar)
data: 25 de novembro de 2003
horário: 19h
entrada: para convidados da Academia Brasileira de Letras

Estréia em Teresina:

local: Teresina Shopping ¿ Auditório Parnaíba
data: 9 e 10 de dezembro de 2003
horário: 20h
entrada: através de convites e senhas distribuídas pelos produtores


N.B.: email enviado à impressa teresinense pela Trinca Filmes, e enviado pra mim pelo meu amigo Oswaldo Jales.

Criado e editado por ju em 2:18 PM | din don:


I DO CARE


OSSESSIONE
Por Fernando Bonassi


Quando uma mulher ri num quarto distante, lembro de você. Quando abro um refrigerante, lembro de você. Quando um cachorro adormece, lembro de você. Quando o sol aparece, lembro de você (ainda que eu também lembre de você quando o céu escurece). Quando me barbeio, distraído pelo espelho, lembro de você. Quando reúno a desordem das minhas roupas, lembro de você. Quando trabalho, lembro de você. Quando me atrapalho, quando me atraso, quando um liqüidificador é ligado, lembro de você. Quando um alarme é disparado, lembro de você. Quando parece ter havido uma explosão na cidade, eu lembro de você. Quando as sirenes estão em correria, quando a segurança está ameaçada, quando há um rapto, um seqüestro, um assalto, um susto, quando uma música surge de repente, lembro de você. Quando danço, lembro de você. Quando tropeço, lembro de você. Quando esfrego álcool numa ferida, lembro de você. Quando fico louco, doente, embriagado, lembro de você. Quando me agarro, lembro de você. Quando me amarro e me enrosco, quando me debato e me solto, lembro de você, quando é um capricho, quando é um pecado, quando me enchem o saco, lembro de você. Quando me agradecem, emocionados, quando me sopram recados, quando sou enganado... lembro de você. Quando lembro de você, alguma coisa está acontecendo. É quando acendo o cigarro pra queimar um tempo parado que lembro de você. Quando levo um guarda-chuva, por via das dúvidas, também lembro de você. Quando sinto um arrepio congelado, quando me deito, quando medito, quando me dispo, lembro de você. Quando me disponibilizo, quando me traio, quando me trato, quando me aqueço, quando racho, lembro é de você. Quando tiro fotografias, lembro de você. Quando brigo com a família, lembro de você. Quando escolho a comida, quando passo manteiga, quando um equipamento não funciona, eu lembro de você. Quando estou desprezível, quando estou excitável, lembro de você. Quando quero mais, lembro de você. Quando é o de menos, lembro de você. Quando é segunda-feira, quando é feriado, quando é a tarde morta dos domingos, lembro de você. Quando tenho uma dúvida, quando tenho um espinho, quando tenho um caroço, quando tenho um caminho, quando ouço passos na escada, quando vejo saltos empinados, quando o ventos sopram desencanados, quando um vulto me toca de relance, lembro de você. Quando suo, lembro de você. Quando sou, lembro de você. Lembro de você com fome, com sede, com frio.., me diga agora com é que eu posso te esquecer?!


N.B.: Esse texto foi originalmente publicado na Vogue RG nº 18. Li ontem a noite, achei lindo e também achei meio triste ele ter [enfase para a obrigatoriedade da palavra] que esquecer a dita pessoa pra quem o texto foi escrito. Fiquei imaginando se esse é o destino das pessoas: ter que esquecer alguém, ter que se acostumar com ausências. Nunca entendi muito bem esse tipo de coisa. Se alguém entender, por favor me explique.

Criado e editado por ju em 9:02 AM | din don:


MAKE UP

Post em homenagem as minhas amigas Karine Tito e Aline Maria, que mais do que eu adoram maquiagem... Isso significa que elas gostam MUITO de maquiagem.





N.B.: a primeira foto é de uma Dj de Dublin, na Irlanda [o nome é Dandelion Sargeant] feita pelo fotografo Andreas Heiniger. A segunda é um detalhe do make de Pablo Manzo, fotografado por Henrique Suzuki.

Criado e editado por ju em 9:01 AM | din don:


UTILIDADE PÚBLICA

A quem interessar possa comunico que as estrelas no fim da página, do lado direito da tela são links. Cada uma, uma estrada de tijolos amarelos que levam pros blogs de Sérgio Donato, Ana Adão e Aline Maria. Assim que eu aprender a linkar sozinha [indireta pra minha colaboradora] coloco mais caminhos.

Criado e editado por ju em 8:59 AM | din don:


FOTO POST



_Casa comigo?
_ (...) Caso. Mas o casalzinho do bolo é meu!

Criado e editado por ju em 8:59 AM | din don:


HOME SWEET HOME

Consegui um novo estágio!

Criado e editado por ju em 8:58 AM | din don:

 

Quinta-feira, Novembro 20, 2003




CONTINHO

El Zorro era el único ser viviente, y no había tierra. El agua lo cubría todo.¿ ¿Qué hacer?¿, se preguntaba el Zorro.
Y comenzó a cantar por resolver su duda.
¿Me gustaría encontrar a alguien¿ cantó al cielo.
Y encontró al Coyote.
¿Creía que iba encontrar a alguien¿ dijo el Zorro.
El Coyote preguntó: ¿¿Y adonde vas?¿
¿He vagado por todas as partes en busca de alguien. Y estaba preocupado.¿
¿Bueno, es mejor ir dos que uno...al menos eso dicen.¿
¿De acuerdo, más ¿qué vamos a hacer?¿
¿No sé¿
¿¡Ya lo tengo! Tratemos de hacer el mundo¿
¿Y ¿cómo podemos?¿, preguntó el Coyote.
¿Canta¿, ordenó el Zorro.

Jaime de Angulo

Criado e editado por ju em 12:26 AM | din don:




ANOREXIA

Sentia-se redonda. Pesada. Inchada.
Estava certa de que havia algum problema com as balanças, pois elas nunca indicavam o peso que ela sentia sobre as pernas. Os espelhos também não estavam bem: como ela podia se sentir tão cheia e refletir aquela forma tão esguia? Algum tipo de ilusão de ótica talvez.
Pensou em fazer um regime; fechar a boca certamente seria a solução. Não engolir mais nada além de água, até voltar a se sentir leve.
Nos primeiros momentos pós-decisão cumpriu sua meta a contento. Mas momentos depois não resistiu e engoliu mais um sapo. Não chegava na verdade a ser um cururu; estava mais para perereca.
Foi o bastante pra quase não conseguir respirar. Sentiu-se empanturrada e, no desespero do sufocar, enfiou o dedo goela adentro e vomitou.
Vomitou pelo banheiro, pelo quarto, no corredor e por todos os níveis de sua consciência. Um vômito verde, espesso, fétido.
Assustada, se deu conta de que jamais vomitara na vida.
Rodas-gigantes lhe davam enjôos. Certos aromas lhe causavam náuseas.
Mas nunca vomitara antes. Tampouco sentira tamanha sensação de leveza.
Decidiu-se: iria vomitar mais vezes.

Criado e editado por ju em 12:22 AM | din don:


402

Já escrevi antes, em algum outro lugar, sobre esse meu saudosismo desesperado, essa minha mania exagerada de morrer de saudade de tudo. Mas ultimamente confesso que esse traço peculiar da minha personalidade fronteiriça tem me preocupado um pouco...E me irritado muito.
Quer dizer, normal saudade de Danilo, Igor, Lucas, Aninha e todos os muitos amigos a quilômetros de distancia. Normal essa saudade de 10 anos (quem nunca sentiu saudade do primeiro amor? Ainda mais quando nunca mais viu!). Normal saudade de meu pai.
Saudade da infância, saudade da escola, dos desenhos animados da década de 80, do balão mágico e até do pé de goiaba que a minha tia mandou cortar sem me consultar, tudo bem. Normal.
Agora, onde já se viu sentir saudade das exceções? Saudade do ¿e se¿? Saudade de que, se não foi?
Imediatamente penso em Índios. A música (não, eu ainda não enlouqueci de fato) e aquele verso ¿essa saudade que eu sinto/de tudo que eu ainda não vi¿...Nunca entendi esse verso. Talvez Renato Russo soubesse o segredo dessas saudades estranhas. Mas ele está morto e eu não sinto saudade dele. Tenho saudade do meu cd The Stonewall Celebration que eu perdi por ai. Mas não, definitivamente não tenho saudade dele. Pelo menos isso.
Às vezes eu mesma tenho vontade de me mandar pro inferno.

Criado e editado por ju em 12:19 AM | din don:

 

Segunda-feira, Novembro 17, 2003

MAFALDA X CECÍLIA



Se eu for adiante nas minhas visões fragmentárias,
O mundo inteiro terá que se transformar pra eu caber nele.

Clarice Lispector



Criado e editado por ju em 11:28 PM | din don:




O LUGAR

A praia de Pipa fica a 85 km de Natal e 120 km de João Pessoa. Lugarzinho perfeito, cheio de barzinhos legais, com um marzão azul, golfinhos e gente de todo lugar do mundo, foi lá que passei o melhor reveillon da minha vida. E é por isso que não me interessa se Pipa virou reduto de excursão de turistas. Não me interessa se meia Teresina se muda pra lá no fim do ano. Não me interessa se Pipa tá na moda. Não me interessa se Pipa saiu de moda. Não me interessa se vão ser só dois biquínis, uma calça jeans, dois shorts e três camisetas. Me interessa voltar pra João Pessoa. De lá viajar pra Baia Formosa e de lá chegar em Pipa. Me interessam as ladeiras, as pessoas, aquela boate de chão batido e aquele sanduíche natural na saída. Me interessa o mar, os golfinhos, o pôr do sol nascer e as companhias.
Me interessa o melhor reveillon, no melhor lugar que eu já conheci.
Romeo, to chegando!!!!!!!

Criado e editado por ju em 5:29 PM | din don:

 

Domingo, Novembro 16, 2003


TRILHA SONORA


Quando você está com ódio do trabalho, mas tem que ficar lá o dia inteiro mesmo assim...
Ju: Trhee Little Birds, Bob Marley

Quando você acorda angustiada em uma segunda-feira...
Ju: Sing, Travis

Quando o seu coração foi partido por alguém...
Ju: Creep, Radiohead

Quando você está de ressaca...
Ju: Depois, Pato Fu

Quando você está com insônia...
Ju: ágætis byrjun, Sigur Rós

Quando você está se arrumando para ir a uma festa...
Ju: Born to be Wild, Steppenwolf

Quando você chegou sozinho em casa de uma festa...
Ju: Here come¿s the sun, Nina Simone

Quando você chegou em casa com aquele cara ótimo...
Ju: Party, Nelly Furtado

Quando você acordou com aquele cara ótimo...
Ju: A Estrada, Cidade Negra

Quando o cara ótimo foi embora antes de você acordar e nem te deu tchau...
Ju: Don´t Cry, Mogwaii

Criado e editado por ju em 7:56 PM | din don:


FELICIDADE CLANDESTINA



eu e dan, num dia, no mínimo, ambiguo...

Criado e editado por ju em 1:56 PM | din don:

 

Quinta-feira, Novembro 13, 2003


RAIN

Semeei vento e fui me banhar na tempestade. Senti cada gota fria na pele e senti falta dos raios e trovões. Era uma tempestade escura e silenciosa.
É verdade que sempre gostei de tempestades, mas fiquei feliz de ver o céu se abrir. Feliz de ver o sol. Porque de todas as tempestades as de verão são as melhores.

Criado e editado por ju em 6:30 PM | din don:


PACIÊNCIA

Há muito tempo ela não ganhava no jogo de paciência. Viciara-se num dos meses do ócio e descobrira naquilo um delicioso e descompromissado exercício de reflexão. Podia pensar em toda a sua vida enquanto jogava e depois fingir que não estava pensando em nada: apenas se distraindo, ajudando o tempo no enfadonho trabalho de passar.
Com os dias foi aperfeiçoando seu raciocínio e houve uma época em que ela ganhava tantas partidas quantas as probabilidades permitiam.
Gostava de pensar que tinha sorte.
E então, sem maiores ou aparentes motivos, começou a perder.
No começo, atribuindo suas derrotas às probabilidades, não deu muito importância ao fato, até perceber que não importava quantas partidas jogasse: perdia todas. Não fazia diferença se usava um baralho comum ou se jogava no computador: perdia todas. Contagem normal, padrão vegas, virar uma, virar três: perdia todas.
Concluiu que a sorte a abandonara e no momento seguinte sentiu-se feliz: descobriu-se superticiosa e os superticiosos sabem que azar no jogo significa sorte no amor. Não tinha perdido a sorte afinal.
Mas o tempo passou e a sorte no amor não veio. Tampouco voltou a ganhar no jogo de paciência. Sentiu por dentro o aperto da injustiça, como se tivesse entregue o que de mais precioso tinha na vida em troca de uma propaganda enganosa, de uma promessa falsa, de um shake diet.
Voltou a jogar com a determinação de um atleta. Reservou todas as suas horas livres para a paciência, disposta a recuperar o que tinha perdido a troco de nada.
E então voltou a ganhar.
Uma. Duas. Três. Tantas partidas quantas as probabilidades permitiam.
Voltara a ser a rainha da paciência.
Sentiu-se contente por dois momentos e meio, e então percebeu.
Se fosse uma escolha, teria preferido a sorte no amor.

Criado e editado por ju em 6:29 PM | din don:

 

Quarta-feira, Novembro 12, 2003

TRILHA SONORA

Na revista TPM nº 24, a super Nina Lemos convidou uns djs pra sugerirem trilhas sonoras pra momentos específicos...Eu sempre achei que a vida com trilha sonora fica muito mais legal. Eis a lista:


Quando você está com ódio do trabalho, mas tem que ficar lá o dia inteiro mesmo assim...
Alexandre Bispo: "Napalm Death, muito alto, para irritar o chefe e mostrar que você está com ódio"
Camila Kfouri: ¿Sossego¿, Tim Maia
Liana Padilha: ¿Não Quero Dinheiro¿, Tim Maia
Zé Pedro: ¿Sou Boy¿, Magazine
Felipe Venâncio: "Happiness", The Aluminum Group

Quando você acorda angustiada em uma segunda-feira...
Bispo: ¿Repeat¿, Evan Dando
Camila: ¿Lágrimas Negras¿, Jorge Mautner
Liana: "Qualquer uma do Radiohead"
é Pedro: ¿Amanhã é 23¿, Kid Abelha
Felipe Venâncio: "Unrest", Erlend Oye

Quando o seu coração foi partido por alguém...
Bispo: ¿Let Down¿, Radiohead
Camila: ¿Trocando em Miúdos¿, Chico Buarque
Liana: ¿Pagan Poetry¿, Björk
Zé Pedro: ¿Explode Coração¿, Maria Bethânia
Felipe Venâncio: "The Queen is Dead", The Smiths

Quando você está de ressaca...
Bispo: "Qualquer dance para dar uma animada"
Camila: ¿Um Trem para as Estrelas¿, Cazuza
Liana: "Nenhuma música"
Zé Pedro: ¿Eu Bebo Sim¿, Elizeth Cardoso
Felipe Venâncio: "Discreet Music", Brian Eno

Quando você está com insônia...
Bispo: Sigur Rós
Camila: ¿Eleanor Rigby¿, Beatles
Liana: ¿Swetness¿, Fischerspooner
Zé Pedro: ¿Sonífera Ilha¿, Titãs
Felipe Venâncio: "O CD Cafe Del Mar vol. 10 ou qualquer outro. Se você não dormir depois de um Cd desses é melhor se jogar na noite"

Quando você está se arrumando para ir a uma festa...
Bispo: ¿California Waiting¿, King of Leon
Camila: ¿Sândalo de Dândi¿, Metrô
Liana: "Qualquer uma do Peaches"
Zé Pedro: ¿Com que Roupa¿, Aracy de Almeida
Felipe Venâncio: "Hypnotica", Benny Benassi

Quando você chegou sozinho em casa de uma festa...
Bispo: "Velvet Underground, o disco todo"
Camila: ¿Deixa Estar¿, Marina
Liana: "Qualquer uma do Coldplay"
Zé Pedro: ¿Alone Again (Naturally)¿, Gilbert O¿Sullivan
Felipe Venâncio: "Finally We Are No One", Múm

Quando você chegou em casa com aquele cara ótimo...
Bispo: ¿Protection¿, Massive Atack
Camila: ¿Small Town Boy¿, Bronskie Beat
Liana: ¿Control+alt+del¿, No Porn
Zé Pedro: ¿Comer, Comer¿, Brazilian Genghis Khan
Felipe Venâncio: "Step Off", ESG

Quando você acordou com aquele cara ótimo...
Bispo: Kruder & Dorfmeister
Camila: ¿Disse Alguém¿, João Gilberto
Liana: ¿Olio¿, The Rapture
Zé Pedro: ¿Sonho Meu¿, Maria Bethânia
Felipe Venâncio: "Ain't No Sunshine", Bill Withers

Quando o cara ótimo foi embora antes de você acordar e nem te deu tchau...
Bispo: ¿I¿m Not in Love¿, 10CC
Camila: ¿Tainted Love¿, Impedance Remix
Liana: ¿Amanhã Vai Ser Outro Dia¿, Chico Buarque
Zé Pedro: ¿Só nos Resta Viver¿, Ângela Rô-Rô
Felipe Venâncio: "Rounds", Fout Tet

Daqui uns dias eu publico a minha...Convido os meus amigos a fazerem as suas.

Criado e editado por ju em 5:10 PM | din don:





DA SÉRIE: LIVROS QUE EU ADORO E ADORARIA TER MAS NÃO POSSO PORQUE NÃO EXISTEM NAS LIVRIAS DE TERESINA: CINEMATHERAPY

Dizem que não se deve julgar um livro pela capa, mas eu tenho que confessar que costumo me apaixonar por livros por causa das ilustrações, e as desses são liiiiiinnndas de morrer.
Nancy Peske e Beverly West são as autoras e dão dicas de filmes para serem vistos em momentos específicos e trágicos da vida, tudo regado a muito bom humor.
O site também é uma gracinha, e dá pra ler um pedacinho de cada livro...em inglês que o mundo não é perfeito: www.cinematherapy.net

Criado e editado por ju em 4:54 PM | din don:


HAND IN MY POCKET
Alanis Morissette

I'm broke but I'm happy
I'm poor but I'm kind

I'm short but I'm healthy, yeah
I'm high but I'm grounded
I'm sane but I'm overwhelmed
I'm lost but I'm hopeful baby
What it all comes down to
Is that everthing's gonna be
fine fine fine
I've got one hand in my pocket
And the other one is giving a high five
I feel drunk but I'm sober
I'm young and I'm underpaid
I'm tired but I'm working
I care but I'm restless
I'm here but I'm really gone
I'm wrong and I'm sorry
baby baby
What it all comes down to
Is that everything's gonna
be quite alright
I've got one hand in my pocket
And the other is flicking a cigarette
What is all comes down to
Is that I haven't got it all figured out
just yet

I've got one hand in my pocket
And the other one is giving the peace sign
I'm free but I'm focused
I'm green but I'm wise
I'm hard but I'm friendly
baby baby
I'm sad but I'm laughing
I'm brave but I'm chicken shit
I'm sick but I'm pretty baby
What it all boils down to
Is that no one's really got it
figured out just yet
I've got one hand in my pocket
And the other one is
playing the piano
What it all comes down to
my friends, yeah
Is that everything's just fine fine fine

I've got one hand in my pocket
And the other one is
hailing a taxi cab...

Criado e editado por ju em 11:29 AM | din don:




YESTERDAY

E tem aqueles dias em que as coisas parecem voltar pro lugar, como se o furacão saisse de dentro pra fora num suspiro, embora não sejam dias felizes ao pé da letra. Dias em que você resolve o que vai fazer, e o que não vai fazer, de agora em diante. Dias em que você arruma um livro bom pra ler e passa a tarde com o pensamento ocupado [desculpe angústia, volte mais tarde], longe, bem longe. Dias em que surpreendentemente você não tem que fazer aquilo que obrigatoriamente achava que tinha de fazer e pode, felizmente, ir fazer o que gosta, ver o que gosta, com as pessoas de quem gosta e ainda ouvir Interpol sem estar esperando por isso [tem coisa melhor do que ouvir uma música que você gosta sem estar esperando por isso?]. Já estaria bom, mas ainda faltava a vontade de três meses pra matar e uma conversa engraçada, e então eu pude ir dormir com a mente quieta, restando apenas a espinha e o coração pra serem concertados.
Ontem eu não morri nem um pouquinho. Hoje foi difícil acordar.

Criado e editado por ju em 11:26 AM | din don:

 

Segunda-feira, Novembro 10, 2003


MAIS OU MENOS

¿A gente pode
morar numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos,
e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode
dormir numa cama mais ou menos,
comer um feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos,
e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no
futuro.

A gente pode
olhar em volta e sentir que tudo está
mais ou menos.

Tudo bem.

O que a gente não pode
mesmo, nunca, de jeito nenhum,
é amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos,
e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar
uma pessoa mais ou menos."

(Chico Xavier)

p.s.: uma boa semana pra todo mundo.

Criado e editado por ju em 8:16 AM | din don:

 

Sábado, Novembro 08, 2003


[Sou uma moça polida]

sou uma moça polida
levando uma vida lascada
cada hora pinta um grilo
por cima da minha sacada

Alice Ruiz

ps: descaradamente copiado do blog da menina séria...

Criado e editado por ju em 2:24 PM | din don:


MERA COINCIDÊNCIA

Acabei de ver Casamento Grego e descobri que, fora as cuspidas (o que já seria um pouco demais!), minha família é grega. Ou pelo menos já foi em alguma outra encarnação.
É a única explicação!!!!!!!!!!!!!!

Criado e editado por ju em 12:41 AM | din don:


AS HORAS

Como eu posso desperdiçar tantas horas? Onde eu arranjo paciência pra observar um incenso queimar até o fim, fazendo desenhos com a fumaça? Repetindo: seis, doze e quatorze.
Como eu consigo pensar minuciosamente em absolutamente tudo o que me vem à cabeça e ainda lembrar do que eu sonhei ontem a noite? Onde eu arrumo cara de pau pra ignorar solenemente tudo o que eu tenho que fazer e repetir seis, doze e quatorze? Preciso de alguma coisa. Mas ainda não sei o que é.
E se eu gritasse agora?
...ia assustar minha mãe...

Criado e editado por ju em 12:39 AM | din don:


TEMA DE LARA

Ela não era minha amiga, mas eu a conhecia desde a infância. Bem mais que uma conhecida, já que brincamos juntas em alguma época remota da pré-história. Uma colega, por assim dizer.
Há muito tempo eu não a via. Não nos falávamos há mais tempo ainda. Eu não sabia como ela estava ou o que fazia da vida. Sua cor preferida ou onde ia passar o Reveillon. Que tipo de pessoa tinha se tornado ou que lugares freqüentava. Eu não sabia nada sobre ela além das lembranças de criança.
Lembro das férias de julho que ela passou com a gente. Lembro dos meninos descobrindo como ela era bonita. Lembro da mentira que ela contou e penso que talvez ela não soubesse que era mentira. Lembro que ela ia brincar com a gente e chorava de tanto rir e fazia a gente rir com o jeito dela rir.
Tinha se tornado pra mim uma daquelas pessoas em quem a gente não pensa muito no meio das loucuras da vida cotidiana, mas de quem a gente se lembra imediatamente quando perguntam: sabe a Lara?...sabe a Lara? Morreu ontem num acidente de carro. Ela só tinha 19 anos.

Criado e editado por ju em 12:39 AM | din don:

 

Quinta-feira, Novembro 06, 2003



...tudo o que eu queria fazer hoje...

Criado e editado por ju em 2:25 PM | din don:


O GATO

Hoje e amanhã, para consolo do meu amigo Sérgio Donato, a Globo vai exibir, logo depois do programa do Jô, um especial com os melhores momentos do Tim Festival. Já diz o ditado que quem não têm cão...

Criado e editado por ju em 2:01 PM | din don:


12:03

Alice no país das maravilhas a princípio era só uma história infantil sobre uma menina que se perde num mundo de fantasia. Mas aí alguém [psicólogos? Leitores? Críticos?] descobriu que o livro, na verdade, estava cheio de metáforas e mensagens subliminares. E eu fico me perguntando: será que o Lewis Carroll realmente tinha a intenção de escrever um livro com duplo sentido ou a verdade está nos olhos de quem vê?
Depois de ver Matrix Revolution, onde as questões filosóficas e as ¿explicações confusas¿ aparecem de uma forma bem mais sutil que nos outros filmes, em benefício da aventura, das lutas, dos tiros, dos efeitos especiais e [pasmem!] até mesmo do romance, fiquei me perguntando a mesma coisa sobre os Irmãos Wachowski....Será que eles realmente queriam levantar seriamente questões filosóficas sobre a humanidade e dar um nó na cabeça das pessoas com seus filmes, ou será que tudo que eles queriam era filmar uma boa história de ficção cientifica, de um jeito totalmente novo em termos de cinema, e que fosse um sucesso de bilheteria?
Bom, de qualquer forma agora não faz diferença porque enfim eles conseguiram as duas coisas. O filme continua visualmente fantástico [como é que eles fazem aquilo] e, ao contrario do que disseram os críticos, a história não é tão previsível assim. Quer dizer, é claro que acontece o que todo mundo sabe que acontece. A questão é como acontece...e chega de comentários. Mais que isso e eu seria apedrejada por todos aqueles que ainda não tomaram a pílula vermelha.

Criado e editado por ju em 2:00 PM | din don:

 

Terça-feira, Novembro 04, 2003

VISITA À CASA DE PAPEL

Os momentos seguintes pareceram meio fora de foco, mas eu sei que a agonia estava no momento anterior. Depois de três viagens, acabou em pizza, como antigamente, quando tudo era esperar pelas férias de julho. De volta à infância numa sorveteria só nossa, por algumas horas tudo parecia estar no lugar e a única decisão pra tomar é se ia ser de caipirinha ou de abacaxi. Mas era só olhar de relance pela porta aberta e dava pra ver tudo de cabeça pra baixo lá fora. Ou aqui dentro. Só depende do referencial.
Não posso parar pra pensar. Mais um momento e, olhando pras paredes, penso em porque deixo as palavras saírem se sei que elas vão voltar distorcidas. Olhando pro teto penso em que histórias eu poderia escrever nele, quando ele for meu de verdade. Olhando pra dentro penso em porque assim e não assado. E depois de tudo um motivo apareceu e então eu vou estar errada. É verdade, eu não fingi. Se soubesse fingir fingiria que nada estava acontecendo e ai nada precisava acontecer. Mas o que, aparentemente, só eu sei é que bastava uma frase, e eu não teria que ficar olhando pros meus próprios pés e deixar o que foi dito pelo que não foi dito.
E agora faço o que com essas caricaturas? Faço o que com esse sentimento que ficou acordado, os olhos bem abertos, olhando pra mim, de dentro pra fora?

Criado e editado por ju em 1:50 PM | din don:



SMOKE ON THE WATER

Fumante passiva desde que podia se lembrar, ultimamente ela andava sentido muita vontade de fumar ativamente. Podia se imaginar conversando com as pessoas enquanto fumava, fazendo pose com um cigarro nas mãos, como as atrizes estilosas no cinema. Ensaiava pra entrar em botecos, postos de gasolina e bancas de revista: uma carteira de Luke Strike por favor. Sim, porque já que era pra fumar, que fossem cigarros fortes. E então ela ria ao mesmo tempo em que se lembrava que não entendia nada de cigarros afinal, qualquer um seria forte. Mas definitivamente, ela voltava a dizer pra si mesma, já que é pra fumar, nada de cigarros mentolados ou com cheiro de canela, que a deixavam enauseada.
Uma vez, com todo o cuidado de uma criminosa principiante, roubara um cigarro de alguém. Levou-o pra casa bem guardado num canto da bolsa e trancou-se no quarto pra fumar escondida, mesmo morando sozinha.
Não foi o esperado.
Como quase tudo em sua vida, não foi como ela achava que fosse ser. Estava certa de que, pelo menos no cinema, a sensação não era aquela.
Foi até o banheiro, jogou o cigarro, ainda pela metade, na privada e deu descarga, num gesto simbólico do que gostaria de fazer com todas as suas frustrações e decepções.
Infelizmente, ela pensou, pouquíssimas coisas na vida eram pequenas como um cigarro pela metade.

Criado e editado por ju em 1:49 PM | din don:

 

Sábado, Novembro 01, 2003



Gosto de tardes assim, quando os azuis e os cinzas tomam o lugar dos amarelos e laranjas; estou feliz porque um dos meus melhores amigos, que eu não vejo desde de janeiro, tá na cidade e vai ficar por uma semana...; aparentemente tá tudo bem e não tem nada de errado acontecendo e esse era o típico dia em que eu escreveria coisas felizes...mas por algum motivo misterioso hoje é um daqueles dias em que me sinto muito, muito estranha...

But I'm a creep| I'm a weirdo |What the hell am I doing here?|I don't belong here


Criado e editado por ju em 4:36 PM | din don:

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