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Sábado, Janeiro 31, 2004
REGRESSÃO
Tinha se esquecido como era ruim ter dezessete anos.
Essa sensação horrível de saber exatamente onde quer chegar, mas não saber, ou não ter, como.
Tinha se esquecido como era bom beija-lo pelos cantos, embora dessa vez o princípio tenha atrapalhado um pouco.
Pensou em casinhas coloridas. Em playground. E em tardes de domingo.
Vestiu-se e sentou-se no sofá, esperando imersa num silêncio que só era quebrado quando a outra se mexia no outro sofá, ou pelo barulho dos carros passando na rua.
Mas nenhum era o carro que ela esperava e os relógios dela e da outra não estavam sincronizados.
Precisava da chave.
Precisava da sua chave. Da sua porta. Da sua casa.
Desarrumou-se.
Foi dormir maquiada e perfumada.
E sonhou com um estranho. Lindo. Que a tirou pra dançar.
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ju em 10:59 PM |
din don:
Sexta-feira, Janeiro 30, 2004
DINELSOM E TOM
DINELSOM PRESENT - EFEITO IDIOTEQUE
sexta (30/01) >> 23h | panteon.templum | electra | electro+breakbeats | $10 |
ps.: Não existe DJ Sérgio Donato!!!!!!!!! Mas o Dinelsom vai estar lá, e vai tocar Radiohead.
# posted by Serginho @ 12:28
n.b.: copiado do blog de Sérgio Donato. Eu vou estar lá! (na festa, não no blog)
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ju em 8:35 AM |
din don:
Quinta-feira, Janeiro 29, 2004
AND THE OSCAR GOES TO...
Segue a lista dos indicados ao oscar 2004, nas principais categorias.
Em negrito, minhas apostas...ou minhas esperanças.
Melhor Filme
O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
Encontros e Desencontros
Mestre dos Mares
Sobre Meninos e Lobos
Seabiscuit
Melhor Ator
Johnny Depp - Piratas do Caribe
Ben Kingsley - House of Sand and Fog
Jude Law - Cold Mountain
Bill Murray - Lost In Translation
Sean Penn - Sobre Meninos e Lobos
Melhor Atriz
Keisha Castle-Hughes - Whale Rider
Diane Keaton - Alguém tem que Ceder
Charlize Theron - Monster
Naomi Watts - 21 Grams
Melhor Ator Coadjuvante
Alec Baldwin - The Cooler
Benicio Del Toro - 21 Grams
Djimon Hounsou - In America
Tim Robbins - Sobre Meninos e Lobos
Ken Watanabe - O Último Samurai
Melhor Atriz Coadjuvante
Shohreh Aghdashloo - House of Sand and Fog
Patricia Clarkson - Pieces of April
Marcia Gay Harden - Mystic River
Holly Hunter - Thirteen
Renée Zellweger - Cold Mountain
Melhor Animação
Irmão Urso
Procurando Nemo
The Triplets of Belleville
Melhor Direção
Cidade de Deus, de Fernando Meirelles
O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, de Peter Jackson
Encontros e Desencontros, de Sophia Coppola
Mestre dos Mares, de Peter Weir
Sobre Meninos e Lobos, de Clint Eastwood
Melhor Edição
Cidade de Deus
Cold Mountain
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Mestre dos Mares
Seabiscuit
Melhor Trilha Sonora Original
Peixe Grande
Cold Mountain
Procurando Nemo
House of Sand and Fog
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Maquiagem
O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
Mestre dos Mares
Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra
Música
Into the West - O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
A Kiss at the End of the Rainbow - A Mighty Wind
Scarlet Tide - Cold Mountain
The Triplets of Belleville - The Triplets of Belleville
You Will be my ain True Love - Cold Mountain
Efeitos Visuais
O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
Mestre dos Mares
Piratas do Caribe
Roteiro Adaptado
American Splendor
Cidade de Deus
O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
Sobre Meninos e Lobos
Seabiscuit
Roteiro Original
As Invasões Bárbaras
Coisas Belas e Sujas
Procurando Nemo
In America
Encontros e Desencontros
Direção de Arte
A Garota do Brinco de Pérola
O Último Samurai
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Mestre dos Mares
Seabiscuit
Fotografia
Cidade de Deus
Cold Mountain
A Garota do Brinco de Pérola
Mestre dos Mares
Seabiscuit
Figurino
A Garota do Brinco de Pérola
O Último Samurai
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Mestre dos Mares
Seabiscuit
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ju em 8:46 AM |
din don:
Quarta-feira, Janeiro 28, 2004
SELAH
Lauryn Hill
Nothing can be done against the truth
No matter how we remain in denial
Wasting time, replacing time with each and every excuse
But that will only work a little while
Coping with despair
Knowing you're not there
Ashamed to just admit I've been a fool
So I blame it on the sun
Run away from everyone
Hoping to escape this ridicule
Trapped in misery
Wrapped so miserably
And his deception I wear it like a skin
Dying to maintain
While I keep trying to explain
A heart that never loved me to begin with
Oh I'm such a mess
I have no choice but to confess
That I have been desperately trying to belong
Lying to myself and everybody else
Refusing to admit my right was wrong
And then he came, Selah
And it means praise and meditation
And then he came, Selah
And it means did you think about that
And then he came, Selah
And it means praise and meditation
And then he came, Selah
And it means that you see
How beautiful his fruits still in denial of its roots
My guilty heart behaves so foolishly
This treason from within that reasons with my sin
Won't be happy till it sees the death of me
Selfishly addicted to a life that I depicted
Conflicted cuz its not reality
All that's left of me
Oh I beg you desperately
Cause me to agree for what I know is best for me
Please save me from myself
I need to save me from myself
Please save me from myself
Please save me from myself so I can hear you
The choices that I make have been nothing but mistakes
What a waste of useless space
Should I die before I wake
And all of my religion
I've fortified this prison
Obligated to obey, that the man's bad decision
Please save me from myself
I need you to save me from myself
Please save me from myself
Please save me from myself so I can hear you
And then he came, Selah
And it means praise and meditation
And then he came, Selah
And it means did you think about that
And he came, Selah
And it means meditation
And then he came, Selah
And it means that it's you
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ju em 8:53 AM |
din don:
BABY DID A BAD BAD THING
A pessoa que mais importava descobriu o seu pior segredo.
E ela se sentiu aliviada.
Aliviada por não precisar mais mentir ou omitir. Aliviada com a certeza de que não voltaria a sentir dores.
Mas foi só por um momento.
Depois da primeira impressão de alívio veio a parte ruim.
E então sentiu vergonha.
Vergonha de ter mentido e omitido. Vergonha de ter feito tudo errado. Perdido o tempo, e sabe-se lá mais o quê, pelo caminho.
Sentada no chão frio do quarto, de pernas cruzadas, tentou chorar. Mas surpreendeu-se com os olhos secos. Tentou rezar. Mas não lembrou nenhuma oração.
Sentada no chão frio do quarto, de pernas cruzadas, tudo o que ela conseguia era escrever mentalmente a sua história até ali, sorvendo cada gota amarga da farta vergonha que sentia.
Sentada.
No chão.
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ju em 8:51 AM |
din don:
KÁFILA AGAIN
Káfila no Source Webzine
O Source Webzine, o veículo de informação alternativa a mais tempo circulando (impresso ou on-line) no Piauí e no Brasil trás na sua ultima atualização uma entrevista com o KÁFILA, confira: http://www.sourcewebzine.com.br/interviews/2004/kafila.asp
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ju em 8:51 AM |
din don:
Terça-feira, Janeiro 27, 2004
DOIS
Conhecia os segredos dela.
Mas acreditava que eram só os segredos dele.
E ela se perguntava qual dos dois era o espelho.
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ju em 10:55 AM |
din don:
NO COMEÇO DO DIA: REDUNDANCIA
Sabe o que eu gosto mais do que dormir com barulho de chuva?
...acordar com barulho de chuva.
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ju em 8:34 AM |
din don:
Domingo, Janeiro 25, 2004
MENINA QUADRADINHA
Eu quero ser o Ziraldo!
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ju em 2:55 PM |
din don:
ONTEM
Choveu de novo.
Mas dessa vez aproveitaram as cores borradas pra fazer um quadro pós-impressionista. Daqueles que nem todo mundo entende, mas que guardam a sua beleza.
O encontro esperado por dois dias não aconteceu. Mas, quilômetros de bom humor e litros de gotas depois, já não tinha mais tanta importância.
Quando finalmente chegaram em algum lugar, ela ganhou músicas novas e, olhando pro outro lado, percebeu que talvez podia ser. Quem sabe.
E além de tudo tinha o macarrão.
E além de tudo as companhias eram boas. Muito boas.
E além de tudo, teve o chocolate.
A noite, criança, acabou em papo e chocolate.
Mas hoje estou com medo de faltar luz amanhã.
A noite estrelada - Van Gogh
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ju em 2:53 PM |
din don:
Sábado, Janeiro 24, 2004
CHOVE CHUVA
Passam meses convidando a chuva.
Pedindo por ela, e pelo friozinho que normalmente a acompanha.
Então ela vem e lhe batem portas e janelas na cara. E lhe evitam com capas e guarda-chuvas.
Logo começam a reclamar que já não se pode nem sair de casa por causa dessa visitante chata, e que não há o que fazer em dias assim.
Ora, pipocas! Assim, se fosse eu também não chovia.
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ju em 12:04 AM |
din don:
PLEASE, PLEASE, PLEASE, LET ME GET WHAT I WANT
Janeiro já está indo embora e eu ainda não comprei uma agenda [aceita-se doações], e talvez por isso tenha começado a perceber que a minha memória já não é tão boa quanto antes, visto que nunca precisei de agenda pra me lembrar de aniversários, ou compromissos, ou telefones.
Já faz um tempo desde o reveillon, o prazo pras simpatias de ano bom já se esgotou e eu ainda não tracei as minhas metas pra 2004...na verdade nunca achei que isso adiantasse muito. Mas aí eu aproveitei a água da chuva pra lavar os olhos e clarear a visão e tomei algumas decisões. Não pra 2004, mas para o meu próprio bem, antes que alguém fizesse isso por mim. Ou, pior! Me tirasse esse direito.
Segue a lista:
Em mim eu vou tentar mudar isso, mas não aquilo.
Eu vou me formar em junho. E vou fazer um trabalho muito bem feito.
Eu vou voltar pro inglês. E não vou abandona-lo antes do fim de novo.
Eu vou trabalhar o bastante. E vou dar o melhor de mim.
Eu vou aprender a lidar com dinheiro. E vou aprender tudo o mais que eu puder.
Eu vou cuidar melhor do meu coração. Mas não vou deixar de atende-lo.
Eu vou fazer Yoga. Ou natação. Ou, quem sabe, Box.
Eu vou escrever mais. E vou escrever um livro.
Eu vou fazer Artes Plásticas.
Eu vou descobrir o que quero fazer de verdade [que faculdade eu tenho que cursar pra fazer capas de discos?]. E então, fazer.
Eu não vou me preocupar com coisas pequenas, ou pessoas pequenas. E vou aprender direitinho a medir o tamanho de tudo.
Eu vou falar menos.
Eu vou fazer o concurso pra arquiteto da INFRAERO. E vai ser em Belo Horizonte.
Eu não vou começar a fumar.
Eu vou pagar pelos meus erros. E isso não vai ser o fim do mundo.
Eu vou comprar um vídeo cassete. Ou um dvd. Ou assinar tv a cabo, ou qualquer coisa que me permita ver filmes na hora que eu quiser. Mas nunca vou deixar de ir ao cinema.
Eu vou ouvir mais a minha mãe. E ela vai ter orgulho de mim.
Eu vou fazer o que é bom pra mim. Mas não vou desrespeitar ninguém pra isso.
Eu vou continuar acreditando em respeito. E em lealdade. E em deus. E na Deusa.
Eu vou voltar a dirigir. E vou renovar a minha carteira de motorista.
Eu vou me apaixonar.
E eu não vou ser light.
Definitavemente.
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ju em 12:03 AM |
din don:
WAKE UP
Fize-la crer que podia ser qualquer coisa que quisesse.
Mas então foi embora sem se despedir, e levou com ele o chão, o norte e grande parte da fé.
E ela se perdeu.
Fez quase tudo errado.
E perdeu o tempo pelo caminho.
Até que um dia lhe puxaram pelo pé e ela caiu da cama.
E quis acordar.
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ju em 12:02 AM |
din don:
Sexta-feira, Janeiro 23, 2004
ARTE
A paixão é antiga. A inspiração veio de um telefonema, juntou-se à curiosidade e lá fui eu em busca dos cartazes mais legais dos cinemas. Foi difícil, muito difícil, escolher alguns poucos pra colocar aqui .
Se alguém quiser dar mais uma pesquisada um bom ponto de partida é o site www.cinema.art.br.
cartaz do filme de Win Wenders, tão lindo quanto.
cartaz francês de O Exorcista
cartaz britânico do Laranja Mecânica
para Belle
"nothing´s gonna change my world..."
Esse post é especialmente dedicado a Oswaldo Jales, Cybelle Linard e Ronaldo Veras.
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ju em 9:47 AM |
din don:
PARA PUMPKIM: OBRIGADO POR TUDO, COM AMOR HONNEY BUNNY
Eu te amo porque você gosta de sonhos tanto quanto eu.
Eu te amo porque você me fala de filmes lindos ou atormentadores e me faz pensar sobre tudo.
Eu te amo porque você me trouxe músicas novas pra servirem de trilha sonora pro meu filminho particular.
Eu te amo porque você tirou alguns tijolos do muro do meu limite.
Eu te amo porque você pensa sobre tudo. E está só começando.
Eu te amo porque você conversa comigo quando estou triste, sem me pedir pra ficar imediatamente feliz.
Eu te amo porque você me manda mensagens inspiradoras.
Eu te amo porque concordo que você saiu de um filme.
E eu te amo porque sei que um dia vamos ser amigos pra sempre.
I love you Pumpkim.

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ju em 9:42 AM |
din don:
Quinta-feira, Janeiro 22, 2004
DERRETENDO SATÉLITES
...foto de Gui Paganini, um dos meus fotógrafos preferidos, publicada na última dição da revista Homem Vogue.
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ju em 3:20 PM |
din don:
Quarta-feira, Janeiro 21, 2004
GOOD BAD ANGEL
Tem umas coisas que a gente pensa que só acontecem no cinema, ou em novela mexicana.
A vida não é um filme, e eu já to quase entendendo. Mas aí hoje de manhã o cenário foi a esquina da minha casa; eu era um dos personagens e a cena foi no mínimo surpreendente.
E eram só as cenas dos próximos capítulos.
Conversando ontem com a menina séria sobre perdão, não cheguei a uma conclusão concreta do que eu sou ou não capaz.
E agora? Do que será que eu vou ser capaz?
Foram só as cenas. Esperemos os próximos capítulos.
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ju em 1:27 PM |
din don:
CASO OU COMPRO UMA BICICLETA?
Sempre tinha ouvido falar sobre essas fases cruciais da vida, onde a gente precisa fazer escolhas mais importantes que as normais, dar rumo certo e definido ao nosso caminho, tomar as rédeas da situação e tomar decisões.
Sempre tinha ouvido falar, mas não me lembro de ter passado por elas. Pelo menos não com consciência disso.
Até agora.
E aí de repente tudo parece muito mais estranho e difícil que o normal, e aquela propaganda sobre rever os conceitos parece fazer sentido...pior! Parece ser uma boa idéia.
E todas essas coisas acontecendo ao mesmo tempo; a terra tremendo, se preparando pra virar de cabeça pra baixo.
E esse bicho me comendo de dentro pra fora, querendo uma coisa que parece ser importante, mas que eu não sei o que é. Esse bicho não fala a minha língua.
Não quero casar agora.
E não sei andar de bicicleta.
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ju em 1:27 PM |
din don:
Domingo, Janeiro 18, 2004
"...This night before you go to bed my baby
Whisper a little prayer for me my baby
And tell all the stars above
This is dedicated to the one I love..."
Criado e editado por
ju em 9:11 PM |
din don:
WHAT?
O que eu posso dizer se eu gosto de chuva mesmo quando ela me impende de sair de casa, quando eu preciso quase deseperadamente sair?
O que eu posso fazer se eu gosto de chuva mesmo quando é só pra ficar olhando da janela?
O que você quer que eu diga?
Eu sempre estive aqui, caso você não tenha percebido.
Criado e editado por
ju em 9:10 PM |
din don:
Quinta-feira, Janeiro 15, 2004
ANTES
E tem aquela música que você provavelmente nunca ouviu, mas que me faz pensar em você.
Tem também aquele filme, que você provavelmente nunca viu [e provavelmente não vai querer ver], mas que me faz pensar em você.
Tem as histórias que você não sabe, e eu queria contar.
As coisas que você não viu, e eu queria mostrar.
Os lugares que você não foi, e eu queria te levar.
As coisas que você não disse, e eu queria ouvir.
E as cartas.
Todas aquelas cartas escritas pra você, e que eu queria mandar.
Mas eu perdi o seu endereço.
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ju em 11:16 PM |
din don:
ASK
Não viu os cacos e julgou que estivesse inteiro o alheio coração.
Também não o viu inteiro, mas assim o julgou.
E se deu o direito de quebrá-lo.
Criado e editado por
ju em 11:16 PM |
din don:
Quarta-feira, Janeiro 14, 2004
STILL ILL
O pai que eu escolhi pra mim, e que me escolheu pra ele, às vezes tinha dor de estômago.
Eu sempre percebia porque era quando ele assistia calado ao Jornal Nacional e depois ia fazer um chá. O que geralmente coincidia com épocas de vacas magras, ou com problemas familiares, muito o que fazer no escritório e tempos de imposto de renda.
Com dor de estômago e tudo ele engordava as vacas, resolvias os problemas dos irmãos, dava conta do trabalho no escritório e fazia o imposto de renda de todo mundo.
Então a dor ia embora e voltávamos a conversar durante o Jornal Nacional. E ele ria das minhas opiniões sobre política, como quem ri de uma criança atrevida que fala com toda autoridade daquilo que não conhece.
O pai que eu escolhi pra mim, e que me escolheu pra ele, morreu há três anos e meio, na nossa sala de jantar, depois do Jornal Nacional, vítima de um aneurisma cerebral.
E ontem eu tive dor de estômago.
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ju em 10:01 AM |
din don:
A SAUDADE DAS CORES: PRESENÇA
A capa da Revista Presença (100% piauiense, distribuída para os conselhos de cultura de todo o país) nº 30, que saiu essa semana, é uma homenagem à artista plástica e professora Liz Medeiros. O texto, de Fonseca Neto, mostra que não são só as cores que sentem faltam de Liz.
A revista traz ainda matérias sobre Martins Napoleão (poeta piauíense), Graciliano Ramos e o 1º Salão do Livro do Piauí (que promete se transformar em bienal).
Vale a pena dar uma folheada.
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ju em 10:00 AM |
din don:
É DAQUI, É NOSSO: KÁFILA
Já é mais que oficial: Káfila andou, nas duas últimas semanas, trancado em estúdio gravando uma versão para ¿Naked In Front Of The Computer¿, do Faith No More, para a coletânea virtual ¿Brazilian Sabor¿, que entra no ar em fevereiro.
Um trecho da música já pode ser conferido em http://planeta.terra.com.br/arte/biozine/brsabor/mp3/brsaborpreviewkafila.mp3
A coletânea vai ter formato virtual, ou seja, você vai poder baixar, DE GRAÇA, TODAS as músicas em formato MP3, bem como a arte, e queimar o CD em casa.
Vanguarda é isso
http://www.underweb.com.br/brsabor
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ju em 9:58 AM |
din don:
ELE E AS CASAS
Nutria esse interesse por casas antigas.
Passeava pelas ruas do centro da cidade observando, buscando e cortejando aquelas que o interessavam.
De vez em quando se apaixonava.
E de vez em quando algumas delas lhes mandava o sinal, dizendo que ele poderia, quem sabe, ser correspondido.
[ALUGA-SE]
Nesses casos ele imediatamente procurava o responsável pelo objeto de sua paixão.
Dizia-lhe suas intenções.
E de posse da permissão ia conhecer a pretendente mais intimamente.
Dormia com as casas.
Mas ao amanhecer percebia que seria um amor impossível.
E devolvia, com um aperto no peito, as chaves.
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ju em 9:58 AM |
din don:
Domingo, Janeiro 11, 2004
MORRISSEY
...Am I still ill?
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ju em 3:58 PM |
din don:
Sábado, Janeiro 10, 2004
THIS SONG
Hoje eu poderia escrever sobre a beleza do ¿Retorno do Rei¿, emais uma vez sobre o poder que o cinema tem sobre mim.
Também poderia enumerar, um por um, todos os pensamentos que tive sobre homens, mulheres e estereótipos enquanto assistia os seis primeiros episódios do primeiro ano da série do badaladíssimo [e divertidíssimo] Sexy & The City.
Poderia exorcizar um fantasma, contando em minúcias o sonho ruim que eu tive hoje à noite, e que enfim, não é nem mais um sonho...Talvez tenha sido apenas uma constatação.
Poderia descrever o meu espanto ao perceber o quanto a minha camiseta da Janis Joplin está velha e surrada e todas as conjecturas que eu fiz a respeito.
Poderia contar a minha tarde de sábado e falar sobre as minhas companhias, cada vez mais agradáveis, e de como eu me sinto feliz em perceber que existem pessoas que se importam comigo e que, mesmo em meio a tantas outras coisas, me ligam só pra saber se eu estou melhor depois de tudo [brigadu!].
E ainda Poderia homenagear, atrasada, os fotógrafos de que eu gosto, pelo seu dia que foi essa semana.
Mas hoje eu não quero escrever.
Não escrever de verdade.
Não quero escolher as palavras. Não quero exteriorizar as histórias na minha cabeça. Nem contar nada sobre mim. Ou sobre como eu estou me sentindo.
Não hoje.
Hoje eu só quero ficar aqui. E criar coisas na minha cabeça. E criar histórias bonitas só pra mim.
Hoje eu só quero estar aqui. E buscar soluções pros meus problemas reais. E lembrar coisas. E esquecer coisas. E lamber as minhas feridas, desejando que elas sarem rápido.
Quero ouvir as minhas músicas preferidas sozinha. E cantar baixinho. E ter a certeza de que quero sim me apaixonar de novo. Me sentir na França, e mais Amelie Polain ainda, ouvindo a trilha do filme.
Quero ter idéias. Boas idéias. Trabalhar no meu projeto. Lembrar das minhas metas.
E pensar nas minhas resoluções de ano novo. E não pensar em nada. E ler uma história legal.
E pular a janela.
Criado e editado por
ju em 9:14 PM |
din don:
JOÃO BOBO
Across the Universe
Beatles
Words are flowing out like endless rain into a paper cup,
They slither wildly as they slip away across the universe.
Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my openedmind,
Possessing and caressing me.
Jai guru deva. Om.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Images of broken light which dance before me like a millioneyes,
They call me on and on across the universe.
Thoughts meander like a restless wind inside a letter box,
They tumble blindly as they make their way across the universe
Jai guru deva. Om.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Sounds of laughter, shades of love are ringing through my openedears
Inciting and inviting me.
Limitless undying love, which shines around me like a millionsuns,
And calls me on and on across the universe
Jai guru deva. Om.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Criado e editado por
ju em 9:14 PM |
din don:
Quarta-feira, Janeiro 07, 2004
NADA
Tenho 24 anos de idade e ainda não consegui entender porque as pessoas não se importam com os sentimentos das outras. Especialmente de outras pessoas de quem dizem gostar.
Estou há quase sete anos na universidade e não consigo assimilar porque uma pessoa machuca outra pessoa, por coisas que, para o sujeito não significam nada, mas que pra quem sofre a ação significa, no mínimo muito...Não foi nada. Não significou nada! Pra quem?
Pra mim significou muito.
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ju em 8:29 PM |
din don:
Segunda-feira, Janeiro 05, 2004
LET IT BE
A cabeça fervilhando. E os dedos preguiçosos.
Talvez seja o trauma de quase terem sido decepados pela porta de uma casa estranha antes de ver 2004.
Talvez seja a ferrugem de mais de dez dias empatando as articulações.
Ou talvez seja só preguiça mesmo.
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ju em 10:49 PM |
din don:
EQUANTO ISSO EM JOÃO PESSOA
[Oito dias em um post]
Here we go
Primeiro a euforia de chegar na rodoviária com quase uma hora de antecedência. Depois 20 horas de viagem, com paradas pra café da manhã e almoço e um sono sempre interrompido entre elas.
E as expectativas. Todas as expectativas de que tudo seria, no mínimo, o máximo.
Chegamos.
Nas primeiras horas em território paraibano eu realmente não queria um amor maior. Mas a vida não é nada fácil, e só hoje eu deixei os meus princípios de lado e, seguindo a multidão de desconhecidos, fui ao show do Jota Quest, encontrar ninguém.
Areia Vermelha: o primeiro dia
Depois de cinco anos o azul do mar de João Pessoa tinha desbotado na minha memória. E ainda que o azul que eu lembrava fosse muito azul, com uma pontinha de verde, o azul real era mais azul e mais verde. Em compensação a praia de areia vermelha de vermelha pra mim nunca teve nada. Só o mar azul esverdeado mais gostoso do mundo. Depois disso o que mais pedir desse dia? Um almoço delicioso e pôr do sol no Jacaré.
À noite descobrimos que Londres e Jamaica ficam em João Pessoa. Uma ao lado da outra. E o melhor de tudo: dá pra se divertir da calçada.
A Balsa: o segundo dia
Era uma vez uma menina que adorava aniversários. Até que um dia ela teve que enfrentar um engarrafamento, pegar uma balsa, atravessar o mar e rodar mais uma meia hora pra chegar numa festa que, de verdade mesmo, não era pra ela.
Naquela praia o melhor lugar do mundo era o carro, e a segunda pior sensação a de não poder voltar. Sobre a primeira pior sensação ninguém falou. Mas não precisava. Dava pra ver no olho dela.
Pra salvar o dia e tirar o gosto ruim da boca, remédio pra enxaqueca, uma conversa de três no sofá e um meio telefonema inesperado. Nunca pensei que fosse gostar tanto de ouvir a história de um homem que foi atropelado três vezes.
O Labirinto: terceiro dia
Não dá pra gostar muito de shopping se você não tem dinheiro pra gastar no shopping. Mesmo assim, e mesmo depois de seis horas naquele labirinto, foi um dia divertido. Assim como foi divertido fazer compras depois da meia noite e andar de esteira rolante.
Formosa: o quarto dia
Acordar cedo, arrumar as malas e pegar a estrada de novo. Dessa vez por menos tempo e uma estrada muito mais bonita.
Deu até vontade de cantar[!].
Baia Formosa faz jus ao nome: da pra se dar conta disso logo na primeira curva. Se precisar de confirmação, basta caminhar um pouco pela praia e contemplar o beijo azul com ares de tempestade.
A noite mais estrada. E Pipa continua top de linha.
Encontros, desencontros, gente bonita, gente alegre [meu dedo, carrrraaaaaaalhoooo!!!!!!!!!], gente nova e tecneira até cansar e voltar pro carro pra tentar dormir. Mas dormir pra quê, né?
Pipa parte 2 ¿ A virada: quinto dia
No último dia do ano saudade. Saudade muita de pouca coisa.
Banho de mar. Visita inesperada. Batida [leve] de carro. E Pipa.
Virada na praia. Pés na água. Pedidos pra Iemanjá. Abraço na amiga super, querendo abraçar todas as outras. Saudade da minha mãe. Lágrimas nos olhos. Fogos de artifício...
Antes de tudo isso achei o presente. Depois de tudo isso, sobe e desce ladeira, confraternização com os desconhecidos e caipivinho até dar a vontade de voltar pro carro e tentar dormir...mas dormir pra quê? Pra sonhar, oras!
Day after: o sexto dia
Eu não resisti àquele feliz ano novo. E não pude conter a gargalhada.
Se você não está assustando ninguém não está sendo má o bastante.
Depois de um cochilo rápido, arrumar as coisas [de novo] e estrada [de novo] de volta a JP.
E depois de passar na rodoviária, comprar as passagens de volta e admirar mais um pouco o centro antigo da cidade, os turistas ao volante foram tomar sorvete de tapioca com a segunda melhor anfitriã [a primeira não deixava a gente lavar a louça e nos entupia de comida gostosa]. Depois do sorvete, passeio pela orla até chegar em Camboinha e voltar tudo de novo. Coisa simples, passeio bom e o pensamento lá em você.
Turistando: o sétimo dia
Depois de arrumar as malas fomos gastar os últimos tostões na feira de artesanato, virar Maria Bonita e andar de ônibus. No caminho pra rodoviária, olho no retrovisor e pensamento na maldição da mala.
Não deixa de ser engraçado...
Mais 20 horas de viagens. Tentei escrever, mas num ônibus em movimento numa estrada esburacada é meio complicado. Resultado: textos impublicáveis e sonhos Wakin Life.
Depois de chegar em casa e surpreendentemente desarrumar, imediatamente, as malas três constatações: 1. não tenho dinheiro pra revelar as fotos; 2. viajar é sempre bom, João Pessoas continua linda e Pipa continua o máximo; 3. mas bata os calcanhares 3 vezes, não há lugar como o lar.
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ju em 10:27 PM |
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Sábado, Janeiro 03, 2004
JU E OS OVOS DE OURO
O Homem e a Galinha
Ruth Rocha
Era uma vez um homem que tinha uma galinha.
Era uma galinha como as outras.
Um dia a galinha botou um ovo de ouro.
O homem ficou contente. Chamou a mulher:
- Olha o ovo que a galinha botou.
A mulher ficou contente:
- Vamos ficar ricos!
E a mulher começou a tratar bem da galinha.
Todos os dias a mulher dava mingau para a galinha. Dava pão-de-ló, dava até sorvete.
E a galinha todos os dias botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
- Pra que este luxo todo com a galinha? Nunca vi galinha comer pão-de-ló... Muito menos sorvete!
Vai que a mulher falou:
- É, mas esta é diferente. Ela bota ovos de ouro!
O marido não quis conversa:
- Acaba com isso, mulher. Galionha come é farelo. Aí a mulher disse:
- E se ela não botar mais ovovs de ouro?
- Bota sim! - o marido respondeu.
A mulher todos os dias dava farelo à galinha.
E a galinha botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
- Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão! A galinha pode muito bem comer milho.
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim. - respondeu o marido.
Aí a mulher começou a dar milho pra galinha.
E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
- Pra que este luxo de dar milho pra galinha? Ela que cate o de-comer no quintal!
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim - o marido falou.
E a mulher soltou a galinha no quintal.
Ela catava sozinha a comida dela.
Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro.
Um dia a galinha encontrou o portão aberto.
Foi embora e não voltou mais.
Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a pão-de-ló.
N.B.: Esse texto eu descobri lá em João Pessoa, enquanto esperava alguém tomar banho. Publiquei aqui, mas teve um problema, apaguei e agora estou publicando de novo por todos os motivos possíveis.
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SAPATOS DE RUBI
Bata os calcanhares três vezes.
Não há lugar como o lar...
N.B.: em breve, diário de bordo.
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