a casa de papel inc.

 

 

Quarta-feira, Março 31, 2004


IK HOU VAN JOU

Saiu de mansinho, pisando macio, para não acordá-lo.
Antes de ir embora foi até o banheiro e escreveu no espelho, com batom vermelho, uma mensagem de amor.
Uma atitude piegas, é bem verdade.
Mas amar já não era, naqueles tempos, uma coisa piegas? Dizer que o batom era Chanel, caro, chic, diminuiria a pieguice do ato?
Não interessa.
Estava saindo sem se despedir.
Pisando macio, para não acordá-lo.
Deixara uma mensagem no espelho do banheiro (ele entenderia?).
E, o mais importante de tudo, não usava batom.

Criado e editado por ju em 8:31 AM | din don:

 

Segunda-feira, Março 29, 2004


HAVE A NICE DAY



...

Criado e editado por ju em 8:27 AM | din don:

 

Domingo, Março 28, 2004


DULCE

Enquanto tentava imaginar se aquela seria a primeira manhã do resto de sua vida só conseguia pensar, na verdade, em leite moça.
Teve que conter o riso, acompanhado de bochechas rubras, pois sabia, afinal, que aquele tipo de pensamento não a ajudaria numa manhã como aquela. Mas se pôde conter o riso, um pensamento continuou com as duas mãos livres para abrir as portas e deixar todos os outros pensamentos impróprios pra a ocasião escaparem. Felizmente, com um pouco da concentração que ela tinha reservado para aquele dia, conseguiu reunir todos eles numa sacola de plástico cheia de girassóis, alguns minutos depois do sinal.
No quadro seguinte, enquanto divertia-se em fingir, de repente um movimento fez com que ela lembrasse. E vieram o riso, as bochechas rubras e o frio na barriga.
Os adorava; por mais que tentasse evita-los. Ainda que não tentasse, de verdade evita-los.Assim como adorava as poucas dores pelo corpo. E assim se sabia estranha; como explicar aquele gostar? Ora, não eram de verdade dores. Eram lembranças. Passageiras.
E como as adorava. Tanto que desejava que aquelas lembranças, diáfanas como algodão doce, voltassem a ser concretas como uma barra de chocolate gelada.
E no fim do dia, lá estava ela de volta ao leite moça. Mas dessa vez deixou soltos riso e pensamento. E achou graça das bochechas rubras. E se deliciou com o frio na barriga. E na falta de sinais de fumaça, pôs as suas lembranças a lhe fazerem companhia. E se divertiu. E quase pode sentir o gosto do doce. E quase pode ouvir a palavra [dulcíssima]. E dormiu. E o sonho lhe deu permissão. E para tudo só faltaram os sinais. E um pouco mais de leite moça.

Criado e editado por ju em 8:14 PM | din don:

HIGH AND DRY



E eu que sempre dei vivas às sandálias rasteiras e confortáveis, me pego, cada vez com mais freqüência, namorando saltos altíssimos nas, por hora, inatingíveis vitrines.
Minha mãe diz que é a maturidade feminina que, enfim, encontra lugar na minha cabeça dura. Minha amiga Rine, que entende tudo de saltos, diz que são os bons ventos da formatura se aproximando.
Eu acho que é puro fetiche fashion descontrol; e que sendo assim, portanto, vai passar um dia.
Enfim.
Façam suas apostas.

p.s.: foto enviada pela minha querida amiga Rine.

Criado e editado por ju em 6:45 PM | din don:

 

Sábado, Março 27, 2004


ESTETOSCÓPIO

Ouvir teu coração batendo; música.

Criado e editado por ju em 2:57 PM | din don:

 

Quinta-feira, Março 25, 2004


DE BICICLETAS, VELOCÍPEDES E QUASE AMORES

De olhos bem fechados, andaram de bicicleta em um posto de gasolina cheio de possas d'água espalhadas pelo chão. Cena de cinema, e quando abriu os olhos já inventara um novo motivo pra aprender a andar de bicicleta. Era criativa. Imaginar era o seu hobby. Palavras, motivos, felicidades, sonhos, sentimentos, quase amores.
Enquanto Rita sussurrava [por favor, não leve a mal], pensava na Holanda e em BelleVille e alimentava o seu motivo e imaginava sobre duas rodas e sentia o vento no rosto e não temia a queda. Ainda de olhos abertos lembrou-se da infância. Tinha um velocípede laranja com rodas azuis. E tinha uma ladeira maior que tudo. E tinha uma cascata. E tinha Burle Max. E não tinha medo.
Fechou novamente os olhos e vieram as primeiras tentativas. Caíra. Machucara-se. Mas antes sentiu o vento no rosto. A sensação de equilíbrio. Lá estavam as rodinhas, porque ela acreditava nelas. Se caiu, e ralou os joelhos, foi porque abriu os olhos e deixou de acreditar nelas. Não foi isso?...?
Rita sussurrava [me ver de perto, me ver de perto...] e ela embalava o seu motivo. Faltava agora a reciprocidade. Mas quando ela abria os olhos e pensava que não precisava, enfim, a essa altura da vida, aprender a andar de bicicleta, lá vinha alguém, descendo a ladeira, o vento no rosto, equilibrando-se, perfeitamente, sobre duas rodas. E voltava a querer. O vento no rosto. E mais que tudo; o equilíbrio.
Continuou de olhos de fechados. Imaginou. Contemplou a ladeira. Quase amor. Rodinhas? Sim, por favor. Sussurrou com Rita...você precisa, você precisa...baby, baby....I love you...baby, baby....

Criado e editado por ju em 10:07 AM | din don:

 

Quarta-feira, Março 24, 2004




NEWS

Está nas bancas a revista Trip #120. que traz uma resenha de Hermano Vianna sobre o cd Sambaque Torto e Outros Ritmos, da banda piauiense Lado 2 Estéreo.
O site novo dos meninos também já está no ar. Vai lá: www.lado2estereo.com.br

Criado e editado por ju em 8:22 AM | din don:

 

Domingo, Março 21, 2004

LUCKY

I'm on a roll. I'm on a roll this time. I feel my luck could change. Kill me Sarah, kill me again with love, it's gonna be a glorious day. Abre a porta. Me convida pra entrar que eu te faço companhia. Pull me out of the aircrash. Pull me out of the lake. I'm your superhero, we are standing on the edge. Me pede pra ficar que a gente dorme a tarde inteira, Domingo, ouvindo Radiohead...e eu canto pra você dormir. The head of state has called for me by name but I don't have time for him. It's gonna be a glorious day! I feel my luck could change. Segura a minha mão que eu te protejo. Arruma a mala que a gente sai por aí. Fecha os olhos que eu te beijo. Abre os olhos que eu te mostro. Pull me out of the aircrash. Pull me out of the lake. I'm your superhero, we are standing on the edge. Mas abre a porta. Dessa vez eu não quero pular a janela.

Criado e editado por ju em 4:20 PM | din don:


MOCIDADE INDEPENDENTE

Pela primeira vez infringi a regra de ouro e voei pra
cima sem medir mais as conseqüências. Por que
recusamos ser proféticas? E que dialeto é esse para
a pequena audiência de serão? Voei pra cima: é
agora, coração, no carro em fogo pelos ares, sem
uma graça atravessando o Estado de São Paulo, de
madrugada, por você, e furiosa: é agora, nesta
contramão.
Ana Cristina César

N.B.: embora não seja meu, embora não seja a primeira vez e embora eu esteja começando a acreditar naquela história de mulher e quatro filhos.

Criado e editado por ju em 4:19 PM | din don:


CONTAS

2 festas + 1 fantasia + 1 vontade + devotchka + bolo de chocolate + excelentes companhias = noite quase perfeita

Criado e editado por ju em 4:18 PM | din don:

 

Sábado, Março 20, 2004


E EM ALGUMAS HORAS...



...minhas duas primeiras festas à fantasia! [tudojuntodeumavez]

Criado e editado por ju em 12:06 AM | din don:

FINALMENTE: A PROGRAMAÇÃO!

Artes de Março

22 a 25 - Festival de Jazz, 21Hs
Dia 22 - Wagner Tiso [MG] e Victor Biglione [RJ]
Dia 23 - Marcio Rezende [RJ] e Banda Jazzeiros [PI]
Dia 24 - Gómez e Matos [PI]
Dia 25 - Lúcio Ricardo [CE]: Tributo a Ray Charles

29 a 31 - Mostra de Cinema, 22Hs
H. Dobal, um homem particular
O Sertão mundo de Ariano Suassuna
Cipriano

Criado e editado por ju em 12:04 AM | din don:


????

Se eu disser que tenho pensado muito em você...sei que não vai mais parecer estranho.
Mas será que você vai entender?

Criado e editado por ju em 12:02 AM | din don:


REPARTIÇÃO

Eu quero sair daqui.
Mas as janelas não abrem.
O ar não circula.
E eu não entendo nada do que ela diz.
As mãos diáfanas do mofo me puxam pelo cabelo.
As traças ameaçam roer o meu amor por muito de tudo aquilo o que quis fazer na vida.
A burocracia vigia a porta.
E o peso modorrento das horas que, preguiçosas e mal acostumadas, não passam repousa sobre a minha vontade de criar.
Os livros já não me importam.
O computador não funciona.
O sistema não funciona.
A vontade não funciona.
As janelas não abrem.
[Onde está Mário de Andrade?]
Get me away from here, i¿m dying....

Criado e editado por ju em 12:00 AM | din don:

 

Quarta-feira, Março 17, 2004


BRAILE

Admirava os cegos e a sua capacidade de ver o mundo com a ponta dos dedos.
Será que se fosse cega enxergaria melhor?
O mundo. As coisas. As pessoas...
Quanto tempo pra percorrer um corpo com a ponta dos dedos?
Quanto tempo pra decifrar um olhar com a ponta dos dedos?
Sentir palavras, ao invés de lê-las...
"Sinta as minhas palavras".
Tato: o melhor dos sentidos.
Desejou ser cega.
Acendeu a luz.


N.B.: das lembranças de Ensaio Sobre A Cegueira [José Saramago] e da cena em que Al Pacino e Gabrielle Anwar dançam um tango [Por Una Cabeza-Carlos Gardel] no filme Perfume de Mulher.

Criado e editado por ju em 8:29 AM | din don:

 

Terça-feira, Março 16, 2004

INDIRETA

"...if you want to call me baby
(just go ahead, now)
An' if you'd like to tell me maybe
(just go ahead, now)
If you wanna buy me flowers
(just go ahead, now)
And if you'd like to talk for hours
(just go ahead, now)
And if you want to call me baby
(just go ahead, now)
An' if you'd like to tell me maybe
(just go ahead, now)
If you'd like buy me flowers
(just go ahead, now)
And if you'd like to talk for hours
(just go ahead, now)"

[Spin Doctors - Two Princes]

Criado e editado por ju em 7:47 AM | din don:

 

Domingo, Março 14, 2004


POESIA, POESIA, POESIA....

Difícil escolher no meio de tantas uma única poesia pra homenagear o dia nacional da poesia. Depois de uma noite de muita indecisão optei por Drummond, o preferido entre os preferidos, e uma poesia sobre...poesia!

Procura da poesia

Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro
são indiferentes.
Não me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.
O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.
Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.
Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

Carlos Drummond de Andrade

N.B.: no segundo ano do colegial meu professor de literatura pediu que decorasse essa poesia pra declamar num festival que ia ter na escola. Passei uma semana em cólicas. Não por ter que decorar a poesia, mas por ter que dizer alguma coisa, qualquer coisa, na frente da escola inteira. Pra onde é que eu ia olhar? E as mãos, meu deus? O que é que eu ia fazer com aquelas mãos? ...Ainda bem que todas as poesias do festival eram enormes. A minha seria a última. Não deu tempo apresentar. E o tesouro ficou comigo pra sempre...

Criado e editado por ju em 9:45 AM | din don:


(...)

O telefone tocou
Fui atender
Na madrugada
Quero estar com você...

Criado e editado por ju em 9:44 AM | din don:

 

Sábado, Março 13, 2004


A QUEM INTERESSAR POSSA...

Poeminha displicente jogado por aí
André Gonçalves

Se esse seu amor
for coisa barata,
faça-me o favor:
pega o chinelo.
E mata.

N.B.: amor, encanto, tesão, amizade, ou sejá lá o que for...o que já me cansou foi a superfície das coisas. Deixa eu ver o que é que tem aí em baixo. Eu quero beijos intermináveis.

Criado e editado por ju em 1:07 PM | din don:

 

Sexta-feira, Março 12, 2004


11

Quanto tempo os dinossauros viveram na Terra, até aparecer aquele meteoro?
Há quanto tempo o ser humano está na Terra?
Até agora, nada de meteoros.
Talvez ainda seja cedo...
Mas toda vez que eu me lembro das minhas aulas de história; toda vez que eu assisto o jornal nacional; cada vez que penso na Idade Média; em todas as formas de escravidão; no holocausto; em Hiroshima e Nagazaki; no Vietnã; na Bósnia; em crianças matando crianças na África; nos atentados de 11 de setembro e nos atentados de ontem...toda vez que eu vejo na televisão que alguém foi capaz de explodir a si mesmo e matar muitas outras pessoas, em nome do que acredita ser fé; toda vez que eu penso no terrorismo, na violência no Rio de Janeiro, em São Paulo e em tantos [todos] outros lugares; filhos matando pais e pais matando filhos...toda vez que eu vejo o Do The Evolution do Pearl Jam; toda vez que imagino todas as formas crueis de se matar alguém já testadas ao longo do tempo; toda vez que penso em armas químicas e biológicas; toda vez que eu penso no que o ser humano, de um modo geral, já foi capaz de fazer com outros da sua própria raça; cada vez que eu vejo o que o ser humano é capaz de fazer com o seu próprio semelhante, eu me pergunto...o que será que os dinossauros fizeram de tão horrível pra merecerem um meteoro na cabeça?

Até agora, nada de meteoros.

Criado e editado por ju em 7:49 AM | din don:

 

Quinta-feira, Março 11, 2004


ESTIAGEM

Depois da dor de cabeça tomou um suco de maracujá e saiu pra passear num dia de chuva, de tarde.
Primeiro foi seguindo a direção dos pingos.
Depois os raios de sol que saiam por detrás das nuvens.
Veio a noite e ele continuou seguindo a lua, parando aqui e ali pra contar estrelas.
Nunca mais voltou.

Criado e editado por ju em 9:07 AM | din don:


PARA RINE, LINE, MARY E PUMPKIM
[Com a colaboração de Menina Araukana]


Música do The Smiths é remédio contra tristeza

Uma música do The Smiths, uma das bandas de pop britânicas mais influentes dos anos 80, é a melhor música para combater a tristeza. A conclusão é de uma pesquisa divulgada hoje pela BBC.

A música em questão é I Know It's Over e foi escolhida como o grande antídoto contra a depressão por milhares de pessoas que participaram da pesquisa, que faz parte de uma campanha da emissora para estudar os vínculos entre a música e a saúde mental. "A música é como braços gigantes que saem dos alto-falantes para me abraçar", disse um dos participantes da pesquisa, segundo a rádio britânica.

Composta pelo líder do grupo, Steven Morrissey, a música é um triste discurso existencial e faz parte do disco The Queen Is Dead (1986), considerado por muitos críticos o melhor álbum da banda. I Know It's Over ocupa o primeiro lugar de uma lista de vinte "músicas para a melancolia" que, segundo os entrevistados na pesquisa, "salvaram" suas vidas.

Na lista também aparecem canções - umas alegres e outras mais tristes - como Everybody Hurts, do REM; Pictures of You, do The Cure; Confortably Numb, do Pink Floyd e Good Day Sunshine, dos Beatles. A pesquisa demonstra que "as músicas não devem ser lentas ou tristes para que as pessoas se apóiem nelas. Geralmente, uma canção alegre pode fazer você dançar e fazê-lo se sentir melhor", disse o diretor da BBC, John Sugar.

Notícia originalmente publicada em...

De lambuja, a letra:

I KNOW IT'S OVER
Morrissey/Marr

Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
And as I climb into an empty bed
Oh well. Enough said.
I know it's over - still I cling
I don't know where else I can go
Oh ...
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
See, the sea wants to take me
The knife wants to slit me
Do you think you can help me ?
Sad veiled bride, please be happy
Handsome groom, give her room
Loud, loutish lover, treat her kindly
(Though she needs you
More than she loves you)
And I know it's over - still I cling
I don't know where else I can go
Over and over and over and over
Over and over, la ...
I know it's over
And it never really began
But in my heart it was so real
And you even spoke to me, and said :
"If you're so funny
Then why are you on your own tonight ?
And if you're so clever
Then why are you on your own tonight ?
If you're so very entertaining
Then why are you on your own tonight ?
If you're so very good-looking
Why do you sleep alone tonight ?
I know ...
'Cause tonight is just like any other night
That's why you're on your own tonight
With your triumphs and your charms
While they're in each other's arms..."
It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes strength to be gentle and kind
Over, over, over, over
It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes guts to be gentle and kind
Over, over
Love is Natural and Real
But not for you, my love
Not tonight, my love
Love is Natural and Real
But not for such as you and I, my love
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
Oh Mother, I can feel the soil falling over my ...

N.B.: eu ia começar a produzir o cd de cortar os pulsos mas, felizmente, não estou muito no clima. Ainda assim, me conta aí que música(s) você(s) coloca(m) pra tristeza ouvir, quando não dá pra levar ela pra passear.


Criado e editado por ju em 9:06 AM | din don:

 

Quarta-feira, Março 10, 2004


DIVULGAÇÃO



A abertura do Artes de Março foi ontem, mas eu ainda não consegui a programação completa do evento.
Se alguém souber, por favor me avisa.

Criado e editado por ju em 10:38 AM | din don:


E DEPOIS DO BEIJO QUE EU JÁ SONHEI...

Eu até tenho umas coisas pra fazer hoje.
Mas aquela musiquinha "O beijo" do Kid Abelha não me sai da cabeça.
Além disso estou muito ocupada saboreando as amanditas que sobraram.
Chocolate me deixa sempre muito feliz...

Criado e editado por ju em 9:29 AM | din don:

 

Segunda-feira, Março 08, 2004




Criado e editado por ju em 10:16 AM | din don:

NÃO FORAM SÓ SUTIÃS
[Um breve histórico sobre o Dia Internacional da Mulher]


Em 1857, operárias de uma fábrica de têxteis e confecção nova-iorquina saíram à rua para protestarem contra as condições desumanas no trabalho e os salários baixos, reivindicando a diminuição do horário de trabalho de 16 para dez horas diárias. Estas operárias recebiam menos de um terço do salário dos homens pelas mesmas 16 horas de trabalho diárias. A greve foi recebida com repressão policial e tiros e as manifestantes foram enclausuradas na fábrica onde trabalhavam após o que, segundo relataram as autoridades, um incêndio se declarou no edifício. Cerca de 130 mulheres morreram carbonizadas.
As profissionais unionistas e liberais dos EUA, que lutavam pelo direito de voto das mulheres, formaram, em 1903, a Women's Trade Union League, uma associação que tinha como objectivo ajudar as mulheres a organizarem-se para exigirem uma remuneração justa do seu trabalho.
Passados cinco anos, cerca de 15 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque, sob o slogan "Pão e Rosas", reclamando uma diminuição dos horários de trabalho, melhores salários e direito de voto. O pão simbolizava a estabilidade económica e as rosas uma melhor qualidade de vida.
Em Maio de 1908, o Partido Socialista americano designou o último domingo de Fevereiro como o Dia Nacional da Mulher, comemorado pela primeira vez a 28 de Fevereiro de 1909. Até 1913, o Dia da Mulher continuou a ser comemorado no último domingo de Fevereiro.
Durante uma conferência das organizações socialistas de todo o mundo que teve lugar em Copenhaga (Dinamarca) em 1910, foi proposto, pela revolucionária alemã Clara Zetkin, um Dia da Mulher com carácter internacional, numa evocação da luta das operárias nova-iorquinas. A proposta foi aprovada por unanimidade por mais de cem mulheres de 17 países diferentes, que incluiam as três primeiras mulheres eleitas para o Parlamento finlandês.
Em 1911, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado, pela primeira vez, na Áustria, Alemanha, Dinamarca e Suíça. A 19 de Março, milhares de mulheres e homens desceram às ruas destas cidades. Para além do direito ao voto e a ocupar cargos públicos, os manifestantes exigiam também o direito ao trabalho e o fim da discriminação.
Menos de uma semana depois, em Nova Iorque, mais de 140 mulheres que trabalhavam na companhia Triangle Shirtwaist, na sua maior parte imigrantes italianas e judias, morreram num incêndio causado por falta de segurança no trabalho. A Women's Trade Union League e a International Ladies Garment Workers Union conduziram os mais de cem mil manifestantes num protesto contra o episódio, que teve um impacte significativo na legislação laboral.
Março começou a ser o mês de muitas manifestações em prol das mulheres: em 1917, as russas reclamaram "pão e paz" nas ruas de Moscovo, marcando o início da revolução bolchevique; em 1937, as espanholas protestaram contra o regime franquista, seguidas pelas italianas, em 1943, que se manifestaram contra Mussolini e exigiram o fim da II Guerra Mundial.
Em Portugal, as mulheres marcaram presença nas lutas pela implantação da República e contra a ditadura salazarista. Muitos dos direitos das mulheres portuguesas só foram consagrados depois do 25 de Abril de 1974.
O Dia Internacional da Mulher foi proclamado oficialmente pelas Nações Unidas em 1975, mas só em 1979 foi aprovada a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres.

Criado e editado por ju em 9:49 AM | din don:

 

Domingo, Março 07, 2004


A COISA MAIS BONITA DOS ÚLTIMOS DIAS...

Último Romance
Los Hermanos

Eu encontrei-a quando não quis
mas procurar o meu amor
e quanto levou foi pra eu merecer
antes de um mês eu já não sei
e até quem me vê lendo jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei


e ninguém dirá
que é tarde demais
que é tão diferente assim
o nosso amor
a gente é que sabe que pena
ahh vaii

me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar

e se o caso for vira pra eu
levo essa casa numa só.

eu encontrei-a quis duvidar
tanto clichÊ
deve não ser
você me falou
pra eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
e só de te ver
eu penso em trocar
a minha tv num jeito de te levar
a qualquer lugar
que você queira

e ir onde o vento for
e pra nos dois
sair de casa já é
se aventurar
ahh vaii

me diz o que o sossego que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
e se o tempo for te levar eu sigo essa hora
eu pego carona
pra te acompanhar

N.B.: Não conhece? Então ouça...

Criado e editado por ju em 12:44 AM | din don:


DE FAZ É TEMPO

Você que nunca fez papel de ridículo(a) por amor
Não me atire a primeira pedra
Você que nunca sofreu
Nunca chorou escondido(a) no banheiro
Nunca pediu por favor
Nunca ofereceu músicas
Cartas
Bombons
Casa, comida e roupa lavada
Vai baixando aí esse dedo
Você que sempre soube onde estavam os seus pés
Que nunca errou
Nunca se entregou
Nunca se descontrolou
Nunca se apaixonou
Tenta ir me buscar lá na esquina
Você que sempre se fez entender
Nunca quis morrer
E sempre soube o que fazer
Não venha agora pedir os meus discos emprestados
Você que nunca se atreveu
Nunca se arrependeu
E sempre achou que o erro foi meu
Sai da minha frente
Senta e espera
Foi só o começo

Criado e editado por ju em 12:42 AM | din don:


FELINO NÃO RECONHECERÁS
[ou, travesseiro, bicho de pelúcia e sapato, parte II - O Retorno]


Minhas desculpas aos mais sensíveis.
Mas eu realmente não pude resistir.



N.B.: foto roubada de www.fotolog.net/x_rated

Criado e editado por ju em 12:42 AM | din don:

 

Sábado, Março 06, 2004


SÓ PRA TER CERTEZA...

Por acaso todo mundo já viu?

Então agora vejam esse...

Criado e editado por ju em 7:42 PM | din don:


AINDA NÃO



Mais uma sexta-feira se passou e nada de Encontros e Desencontros nos cinemas da cidade.
Sabe-se que a fita (ou o rolo, ou sei lá o quê...) já chegou há mais de um mês. Mas por algum estranho motivo que eu ainda não consegui assimilar (aceitar?) muito bem, continua engavetado.
Será que um abaixo assinado resolveria o problema?

N.B.:
1. Pra quem acha que eu estou exagerando:

Encontros e desencontros
Por Érico Borgo
22/1/2004

www.omelete.com.br

Vez por outra, surge uma pedra preciosa no cinema, lapidada a partir de vidro. Um filme que prova que a sétima arte não precisa ser milionária para encantar a audiência. Sem efeitos especiais, sem ousadias estilísticas de diretor, sem maquiagens ou estrelismos. Apenas um cineasta preocupado em contar uma história e atores empenhados em torná-la real.
Encontros e desencontros (Lost in translation, 2003) é assim... simples. Sofia Coppola, que já havia honrado o legado da família em Virgens suicidas, conduz de maneira brilhante e irretocável os 105 minutos da fita. Sem excessos, apenas observando e deixando Bill Murray (Os excêntricos Tenembauns) e Scarlett Johansson (Mundo fantasma) interpretarem Bob Harris e Charlotte, os protagonistas da história. Vale destacar também a trilha sonora, uma das melhores desde Pulp Fiction.
O filme foi totalmente rodado em Tóquio, uma alucinação em néon cravada na Terra do Sol Nascente. Uma nação de contrastes, onde tradição, ocidentalização e exageros convivem lado a lado. Bob Harris está lá para gravar uma propaganda de uísque, aproveitando seu restinho de fama como ator, badaladíssimo nos anos 70. Charlotte acompanha o marido (Giovanni Ribisi), um famoso fotógrafo de celebridades que está trabalhando com a imagem de uma banda de rock local.
Ambos estão milhares de quilômetros longe de casa, tristes, e nenhum dos dois consegue dormir com o fuso horário de 24 horas. Mais do que isso, não encontram suas próprias identidades. O problema, claro, não é o Japão. A história poderia ter sido rodada em Berlim, Madagascar ou São Paulo. Se, num primeiro momento, o filme parece o retrato fiel de uma cultura local, logo percebemos que Sofia Coppola faz a crônica da impessoalidade de um planeta globalizado.
Inicialmente, a insônia é o pretexto para as conversas de Bob e Charlotte, já que eles freqüentemente encontram-se por acaso no bar do hotel em que estão hospedados. Em pouco tempo, porém, os novos amigos já estão circulando juntos pela exótica cidade. O começo pode até parecer algo saído de uma comédia romântica, mas Encontros e desencontros está longe de poder ser classificado assim. É uma história de amor, sem romance.
Coppola é sutil. Revela aos poucos os sentimentos de seus personagens, jamais desmerecendo a inteligência do espectador. Bill Murray, contido e profundo, tem a atuação de sua vida. Memorável. Scarlett Johansson também não fica atrás. Ela não tem o padrão de beleza das jovens beldades de Hollywood, mas seu talento deve colocá-la em papéis que, no passado, ficariam com atrizes como Jodie Foster ou Merryl Streep.
O filme também aproveita para criticar a Meca do Cinema, já que, no hotel, está acontecendo uma coletiva de imprensa para Midnight velocity, uma típica produção de ação (fictícia, claro) estrelada por Keanu Reeves. A protagonista do filme, interpretada por Anna Farris (Todo mundo em pânico), é uma das hóspedes do hotel e parece uma caricatura de todas as estrelinhas teen do mundo do entretenimento. Enojada com o evento, a sensível Charlotte atravessa o corredor e entra numa sala onde senhoras japonesas estão praticando a milenar arte do Ikebana, com harmoniosos arranjos florais.
A seqüência é curta, mas prova que Sofia Coppola conhece muito bem o caminho que deve continuar trilhando.

2. Pra quem quer saber mais sobre o filme:
www.lost-in-translation.com

Criado e editado por ju em 6:28 PM | din don:


FINALMENTE



...horas depois consegui, finalmente, terminar de baixar o novo trabalho do The Strokes, e assim pude, finalmente, ouvir o cd inteirinho.
Veredicto: tão bom quanto o primeiro.
Agora com licença que eu vou ali sonhar a vida e já volto.

Criado e editado por ju em 5:15 PM | din don:

 

Sexta-feira, Março 05, 2004


DEPOIS DA QUEDA O COICE

Fazia um tempo que eu não acordava chorando no meio da noite.
Mas depois da insônia, vieram os pesadelos.

Criado e editado por ju em 8:27 AM | din don:

 

Quinta-feira, Março 04, 2004


TARSILA

Tarsila do Amaral está na moda.
Depois de sua mais famosa tela [Abaporu] ter sido leiloada em Nova York pela bagatela de U$1,3 milhão [preço jamais alcançado por outra obra de arte brasileira] e levada para o badalado Museu de Arte Latino Americana [o Malba, em Buenos Aires], a vida e a obra da minha pintora preferida [em se tratando de arte moderna] passou a ser estudada nas universidades americanas e europeias; sem falar na enxurrada de biografias, teses e ensaios sobre Tarsila publicados no ano passado e previstos para esse ano.
De acordo com especialistas, não demora muito para Tarsila do Amaral alcançar o patamar de importância de Frida Kahlo na história da arte latino americana.


A Religião Brasileira, de 1927

Criado e editado por ju em 8:45 AM | din don:

 

Quarta-feira, Março 03, 2004


EM CLARO



Eu adoro dormir.
E sou capaz de dormir dentro de um carro na rua mais movimentada de Pipa se o cansaço bater.
Mas, essas últimas noites, tenho dado por mim a olhar o teto. Imaginando estórias pra escrever nele. Estórias que me façam ter bons sonhos. Estórias que caibam em 12 metros quadrados. Escritas com tinta fluorescente, pra serem lidas no escuro.
Descobri que não sei contar carneirinhos. Antes de reunir os primeiros cinqüenta, aparecem outros cem fazendo bagunça, pulando e gritando ¿bééééééé¿ pensamento a fora.
Não sei esperar o sono chegar. E ¿atrasada¿ tem sido a primeira palavra a me dar bom dia.
Eu não costumo ter insônia.
Mas acho que hoje vou precisar, mais uma vez, de pelo menos dois comprimidos de canção de ninar.

Criado e editado por ju em 8:15 AM | din don:


CONSTRUÇÃO

O blogger limitou o espaço.
Eu fiz um puxadinho:
www.quartoescuro.fotolog.fot.br

Criado e editado por ju em 8:14 AM | din don:

 

Segunda-feira, Março 01, 2004


...E O OSCAR FOI PRO ESPAÇO

Será que agora que Encontros e Desencontros foi premiado o filme finalmente estreia nos cinemas de Teresina?

Criado e editado por ju em 8:09 AM | din don:

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