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Quarta-feira, Junho 30, 2004
SHHHIIIUUU... ESCUTA...
I'll buy you flowers...I'll buy you flooooooooweeerrsss...like not other girl did before...
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ju em 8:53 PM |
din don:
MY GIRL
Meu Primeiro Amor, o primeiro mesmo, me faz chorar por vários motivos. Entre eles porque é um filme lindo, mesmo com uma história triste(ou talvez por isso mesmo). Porque tem uma fotografia simples, mas de uma sensibilidade rara. Porque em vários momentos me faz pensar em pessoas especiais e no medo aterrador que eu tenho de perde-las. Porque me faz ter mais saudades ainda do Danilo, que gosta do filme tanto quanto eu; que gosta da música talvez mais que eu, e que é quase o meu Thomas J. E finalmente por causa da trilha sonora. Meu Primeiro Amor 2, que pela lógica deveria se chamar Meu Segundo Amor, só tem a seu favor, na minha opinião, a trilha sonora. Não que o filme seja ruim. Mas é mais ou menos aquela história de fazer continuações pra filmes que se bastam. Bom, mas o fato é que hoje, por causa de uma cólica horrível, voltei pra casa mais cedo, no meio de uma tarde linda (já repararam como tem feito tardes lindas nessa cidade esses últimos tempos?), deitei no chão da sala pra fazer uma compressa de água quente e liguei a televisão na intenção de dormir. Mas lá estava Meu Segundo Amor passando na sessão da tarde, e mesmo de olhos fechados eu pude ouvir, Tiny Dancer, Smile, Don´t Worry Baby (a música mais bonita dos Beach Boys), Smile de novo e, golpe de misericórdia, My Girl. Passei a tarde (linda, linda) deitada no chão da minha sala, fazendo compressa quente e chorando copiosamente de dor e pieguice. Bem mais de pieguice. Ah, esses malditos hormônios.
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ju em 8:52 PM |
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Terça-feira, Junho 29, 2004
DIVULGANDO
São Paulo.Sesc Pompéia.Hoje.21H00.Lado 2 Estéreo. (+)
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ju em 11:11 PM |
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HANNIBAL
Anthony Hopkins até que se esforça. Muito, eu diria. Mas Ridley Scott podia ter se esforçado um pouco mais. O filme que teoricamente deveria ser a continuação de O Silêncio dos Inocentes tem muito pouco, ou nada, do clima que pretendia, ou deveria, ter. Nenhuma cena com chances de se tornar antológica. Pouquíssimas citações de Lecter que realmente valem a pena. E nada de suspense. Talvez se tivessem mantido o mesmo diretor. Provavelmente se tivessem mantido a mesma Clarisse. Com certeza se as pessoas não insistissem em fazer continuações de filmes perfeitos. Talvez assim Hannibal não fosse um filme tão chato.
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ju em 12:24 AM |
din don:
PENSANDO ALTO
Eu sei que não deve ter a menor razão de ser, mas eu realmente gostaria de saber porque aquelas coisas ainda estão todas lá, depois de tanto tempo...
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ju em 12:23 AM |
din don:
Segunda-feira, Junho 28, 2004
CARA DE PAU
Eu quero! Custa baratinho, você encontra aqui, e é só enviar pra: Rua Coelho de Resende, #2102, Marques, 64002-470, Teresina, Piauí. Obrigado.
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ju em 6:56 PM |
din don:
Sábado, Junho 26, 2004
ENQUANTO ISSO...(PAUSA)
Eu tive uma surpresa. Eu chorei. Eu encontrei colo. Eu tive conversas boas e ruins. Eu pensei muito. Eu me machuquei com algumas palavras, e fiquei feliz com outras mesmo no meio de tudo. Eu comi um chocolate muito ruim. Eu apaguei cartas secretas. Eu pedi ajuda. Eu revi alguns conceitos. Eu ajudei a minha prima a fazer uma maquete. Eu fiz as pazes duas vezes. Eu vi dois acidentes de trânsito no mesmo dia. Eu apresentei meu trabalho final na banca intermediária. Eu não fui no show do Narguilê. Eu experimentei sorvete de tangerina, e gostei muito. Você me deixou mais tranqüila. Eu peguei várias músicas do Chico no Soulseek. Eu não fui no show do Zeca Baleiro. Eu colei umas cem bandeirinhas de são joão. eu fiquei feliz na festa de aniversário de 80 anos do meu avô. Eu chorei escondida na festa de 80 anos do meu avô, mas foi só um pouquinho. Eu escrevi muito. Eu comecei a compreender melhor algumas coisas. Eu fiquei confusa com algumas coisas. Eu descobri umas músicas novas. Eu xinguei o dono do cinema, por Cazuza ainda não ter estreado. Eu pensei muito em você. Eu voltei atrás numa decisão. Eu fiz uma promessa. Eu encontrei o Serginho no ônibus.Eu não pude ir em um lugar que eu queria muito. Eu não gostei do fim da novela. Eu senti dor. Eu sangrei. Eu sobrevivi. Eu percebi que algumas saudades são melhores como saudade. Eu passei uma noite (quase) sem dormir. Eu comi macarrão. Eu comi morangos. Eu pensei melhor sobre uma pessoa. Eu abracei muito alguém de quem eu gosto cada dia mais. Eu ouvi o Mick Jagger cantando reggae. Eu dormi bem e tive um sonho bom. Eu acordei com barulho de chuva. Eu fiquei feliz de saber que vou ver o show do Los Hermanos semana que vem. Eu enchi uma saia de laços de fitas. Eu saí de casa única e exclusivamente pra ver a Devotchka tocar, e voltei bem rapidinho. E, o melhor de tudo, eu tomei um monte de suco de laranja (com açúcar, com afeto).
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ju em 11:55 PM |
din don:
Sábado, Junho 19, 2004
...E SÓ MAIS UMA COISA
Nina tem toda razão...nothing hurts like your mouth.
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ju em 12:36 AM |
din don:
GRAM
Eu ia esperar um momento mais propício pra postar isso. Mas foda-se: é o clip mais bonito que eu já vi na vida (procurem em vídeos).
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ju em 12:24 AM |
din don:
Sexta-feira, Junho 18, 2004
...
a vida necessita de pausas
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ju em 10:30 PM |
din don:
Domingo, Junho 13, 2004
PÉ DA LETRA
If I could stay...Then the day would keep its trust...Stay... and the night would be enough...
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ju em 9:02 PM |
din don:
Sábado, Junho 12, 2004
WE CAN WORK IT OUT
Então. Dia dos namorados. Fiquei pensando um tempo sobre o que escrever sobre isso. Sim porque, mesmo tendo passado a grande maioria dos dias dos namorados sem namorado eu ainda não sei bem o que uma pessoa sem namorado deve dizer sobre esse dia. Também não dá pra fingir que não tem nada acontecendo. Até porque detesto gente que finge que não tem nada acontecendo. E até porque, se você quer saber, mesmo sem namorado, eu pensei sim em presentes pra dar. E eram presentes bem legais, se você quer saber. Mas enfim, lástima, nenhuma das minhas idéias passa embaixo de portas fechadas. Então, anotei as idéias num caderno amarelo. Um dia elas vão ser úteis:pra mim, pra alguma amiga, pra algum amigo. E não vai nem precisar ser dia dos namorados. E talvez seja por isso que o dia dos namorados pra mim, mesmo estando sem namorado, é um dia normal. Eu não preciso de uma data pra dar presentes pra quem eu gosto. Também não preciso que seja necessariamente um namorado. Só preciso querer. E preciso que a porta esteja aberta, porque, enfim, lástima, não dá pra passar os meus presentes por debaixo de portas fechadas. (É sério, juro, já tentei...alguma coisa sempre se quebra).
Mas, então. Dia dos Namorados. Fiquei sim pensando, um tempo, sobre isso. Mas acho que não vai sair nada muito bom não...porque eu acho que as pessoas tem que dar presente pra quem gosta sempre que possível. E fazer surpresas. E andar de mão dada. E respeitar os outros. E ter coragem de se apaixonar. E investir nas relações. E conversar sobre isso. E falar a verdade. E dizer o que sente. E largar a mão esquerda do egoísmo, e mão direita do medo de sofrer. E ficar com as duas mãos livres, pra abraçar, fazer carinho. E eu sei que as pessoas acham isso piegas e utópico. Mas eu sou piegas e utópica, e acho sim que pode funcionar. Então...dia dos namorados...não tenho texto pra publicar...pode publicar texto dos outros no dia dos namorados? Pode? Oba! Então ta. Esse é um dos meus preferidos:
Namorados
Carlos Drummond de Andrade
Quem não tem namorado é alguém que tirou ferias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrimas, nuvem, quindim, brasa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil, mas namorado mesmo, é muito difícil. Não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega perto dele treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de afeição. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: É quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem 3 pretendentes, 2 paqueras, 1 envolvimento e 2 amantes, mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, de cinema depois das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete de lagartixa e quem ama sem alegria. Namorar não é apenas quem faz pactos com a infelicidade, é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar. Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius, Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada, de ânsia de viajar junto para a Escócia, Europa, Oriente ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário. Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compras juntos, quem não gosta de falar do próprio amor, nem ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não descobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, luas de manhã ou musical da Metro. Quem não tem musica secreta com ele, quem não dedica livros, não corta artigos, quem não se chateia com o fato de o seu bem se paquerado. Quem ama sem gostar, quem gosta sem curtir, quem curte sem aprofundar. Quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou no meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais; quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações, quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele, quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz; quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita, passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com flores, com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração acelerado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com o gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos. Beba licor de contos de fadas. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enlou-cresça!
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ju em 11:05 AM |
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ESCOLHAS
Sim, eu adoro arquitetura. Sim, eu continuo querendo muito ser arquiteta, minha formatura ta na esquina e tenho até umas novidades que eu to guardando pro final. Sim, a FECON foi bem produtiva, embora eu não tenha entendido lhufas da palestra do espanhol, e acho até que, com uns pequenos ajustes, vai ser possível seguir as metas do curso de gerenciamento e compatibilização de projetos.
Mas eu acho também que no ano que vem que vou preferir guardar o dinheiro da inscrição pra comprar livros no SALIPI.
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ju em 10:03 AM |
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PRESENTE QUE EU GANHEI (EMPRESTADO), SEXTA FEIRA, NO MEIO DA PALESTRA DA FERNANDA YOUNG.
A propósito: a palestra da Fernanda Young no SALIPI foi, acima de tudo, muito divertida. E quem quiser me dar o novo livro dela (Aritmética) vai me fazer muito feliz. ("Acredito nas pessoas livres. E parece, existe uma gente que conquistou a sua liberdade e tem coragem para mostrar-se. Revelar segredos. Melhor ainda, fofocar sobre si mesmo. Esse mundo, o das pessoas que não têm medo de ser, é real e pertence a qualquer um que o queira. É só estender o braço e a felicidade de não fingir está bem ali. Somos a nova família, lutamos para sermos amados assim: loucos, estranhos, lindo e até mesmo os chatos. Porque em meio aos que falseiam, somos os que querem simplesmente amar. E amar, bom... amar é chique." - Fernanda Young , para uma campanha Ellus)
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ju em 10:02 AM |
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Quarta-feira, Junho 09, 2004
BILHETE NA PORTA DA GELADEIRA
Vou ali na FECON.
Na volta uma passadinha pelo SALIPI, e uma paradinha pra finalizar minha apresentação pra banca intermediária.
Volto já.
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ju em 10:46 PM |
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Segunda-feira, Junho 07, 2004
JORNAL NACIONAL
Estou fantasiando ou William Bonner e Fátima Bernardes criaram vida e agora não só manisfestam suas opiniões como também são irônicos e sarcásticos em algumas ocasiões?
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ju em 7:33 PM |
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CONCLUSÕES TIRADAS DA MINHA PRIMEIRA AULA DE IOGA
Eu sou uma total desequilibrada, minhas juntas não funcionam e eu não sei respirar. (Como sobrevivi todo esse tempo?)
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ju em 7:32 PM |
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Domingo, Junho 06, 2004
NÃO VÁ SE PERDER POR AÍ
Tentando. Terminar meu trabalho. Fazer as coisas direitinho. Não perder tempo. Não passar 24 horas no computador. Não passar o dia todo no banho. Ser mais organizada. Cuidar da minha saúde. Comer direitinho. Não ser irônica. Não me desesperar. Não enlouquecer. Não desistir. Baixar a trilha sonora dos Excêntricos Tenembauns. Baixar mais músicas do Chico. Não me perder na bagunça do meu quarto. Parar de roer unha. Economizar. Entender alguns porquês. Não falar tudo que eu gostaria. Não ficar muito cansada. Aprender HTML. Relaxar. Simplificar as coisas. Não sucumbir à preguiça, à dor nas costas, às tentações. Manter a calma, a mente quieta, a espinha ereta, o coração tranqüilo.
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ju em 8:39 PM |
din don:
Sábado, Junho 05, 2004
EXPECTO PATRONUM
Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban já era o meu livro preferido da série de J. K. Rowling. Agora é também o meu filme preferido entre os três já adaptados para o cinema.
Sob a direção de Afonso Cuarón (de E sua mãe Também e A Princesinha) o terceiro filme da série sobre Harry Potter tem um clima totalmente diferente dos dois anteriores. Não é um filme "divertido", "engraçado", muito menos "infantil". Pode até parecer chato em alguns momentos, para algumas pessoas. Além disso não dava pra colocar todos os pormenores de mais de 400 páginas da autora em duas horas e meia de filme, e, sim, ficou faltando muita coisa.
No entanto o filme tem suas qualidades, que pra mim superam todos os seus defeitos. A fotografia, por exemplo, consegue a proeza de ser muito, mas muito mais bonita que a dos filmes anteriores. Hogwarts está mais escura, e o filme bem mais denso, refletindo bem melhor os dramas de Harry. A trilha sonora dá um angustiante clima de suspense em alguns momentos, e o clima mágico, que não podia faltar, em outros, numa mistura interessante de O Iluminado e A História Sem Fim (sem falar nas outras muitas referencias que eu enxerguei durante o filme). Os efeitos especiais, a caracterização das criaturas mágicas (os dementadores estão perfeitos), as tomadas e as atuações (destaque para Emma Tompson, como Sybill Trelawney) também contam pontos positivos. E tem a presença de Sirius Black, meu personagem preferido entre todos os que J.K. Rowling criou até agora (oque talvez torne a minha opinião sobre o filme suspeita).
Por tudo isso, e por mais alguns detalhes que eu não posso citar pra não estragar a história para os que não leram o livro, Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban é, na minha opinião, um ótimo filme. Mas não espere por cenas de ação, como jogos de quadribol com vôos incríveis, nem espere sair do cinema com a barriga doendo de rir de Ronny Wesley. Também não precisa se preocupar muito com as filas ou com gritos no cinema. E se a idéia for levar as crianças pra se divertir, talvez seja melhor esperar por Sherek 2.
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ju em 10:46 AM |
din don:
DROPS
5 Months Later: Foram as pazes mais bem feitas de todas. Pena que foi só um sonho.
(Em Teresina não tem praia mesmo...)
the history is old, I know, but it goes on: a diferença é que dessa vez eu não vou tentar convencer ninguém (já repararam que Morissey sabe quase tudo?)
conclusão: o mal por si se destrói. (by Alline)
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ju em 10:43 AM |
din don:
DIVULGANDO
Hoje| Dragão.do.Mar|Fortaleza.Ceará.Brasil|
Lado 2 Estéreo, a partir das 22H00.
A.semana.toda|Teresina.Piauí.Brasil|
2º SALIPI, Centro de Convenções
Programação:
8H00
Dia 7/06
Abertura: Coral dos Vaqueiros de União, Wílker Marques
"As dificuldades do ensino de redação", Thaís Nicoleti de Camargo (professora e consultora do Jornal ¿Folha de São Paulo¿)
08/06
"O tempo conseqüente", de H. Dobal, Solange Leopoldino(doutora ¿ UFPI)
09/06
"A Periodização da Literatura Brasileira de Expressão Piauiense: problemas e propostas, Airton Sampaio(professor UFPI)
10/06
"A Escritura de Torquato Neto, Feliciano Bezerra(doutorando em Comunicação e Semiótica)
"O imaginário de Brasil na Música Popular", John Kennedy(historiador e professor da UFPI)
11/06
"Prosa Brasileira Contemporânea", Helena Bonito Pereira(autora de livros didáticos e professora)
"A simbologia dos sons e suas relações sociológicas à luz da criação poética", Diogo Fontenele(poeta e ensaísta)
12/06
"Oswald de Andrade ¿ o palhaço da burguesia nacional ou o fabricante de biscoitos finos?", José de Nicola
14H00
07/06
"Arte e Literatura", Joséllia Costandrade(poeta, pintora e crítica de arte)
08/06
"Florestan Fernandes e Estudo das Relações Raciais no Brasil", Eliana Veras(Socióloga e professora da UFPE)
09/06
"Até que ponto o ensino da Literatura atrapalha ou ajuda a Criação Literária?", Esdras do Nascimento(escritor e professor)
10/06
"Jornalismo e Literatura", Cecília Costa(Crítica literária)
11/06
"Estrangeirismos de uso corrente em nosso cotidiano", Lorena Mariel Menón (professora e pesquisadora)
"Aritmética do amor", Fernanda Young(redatora do programa ¿Os normais¿) 12/06
"Documentário e Literatura: A imagem das palavras", Filme: O sertãomundo de Suassuna, Douglas Machado(cineasta)
19H00
07/06
Abertura com show do violonista Erisvaldo Borges
"Os impasses da Arte Contemporânea e a realidade brasileira", Affonso Romano de Sant¿Anna(poeta e ensaísta)
08/06
Abertura: Vanda Queiroz (cantora)
"Lendo na Casa da Guerra", Marina Colassanti(escritora)
09/06
Abertura: Rosinha Amorim(cantora)
"A humanização do noticiário", Paulo José Cunha(professor da UNB e jornalista)
10/06
Abertura: Wílker Marques(músico)
"Confissões de um poeta", Ivan Junqueira(poeta, tradutor, ensaísta e presidente da ABL)
11/06
Abertura: Luíza Miranda(cantora)
"Nossa Língua Portuguesa", Pasquale Cipro Neto(professor, consultor e colunista da ¿Folha de São Paulo¿)
12/06
Às 18:30h, ¿Show de humor¿ com João Cláudio
"Língua Portuguesa, Literatura e Cultura", Domício Proença Filho(poeta, professor e crítico)
Programação Musical - os shows começam a partir das 22h, todos os dias
07/06: Madame Baterflai, Aclive e Full Reggae
08/06: Mercenários(banda formada por alunos do Certo e Sinopse),Brigite Bardot e Acesso
09/06: Raro Efeito, Roraima e Eletrosilva
10/06: Mano Crispim e QI 69
11/06: Arcanjos(alunos de Campo Maior), Capitão Guapo e Cabeça Ativa
12/06: Prefixo 086(alunos do Dom Barreto), Martini Cadilac e Quinto Elemento
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ju em 10:42 AM |
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Quarta-feira, Junho 02, 2004
FELICIDADE É...
Tomar sorvete de chocolate roubado, numa tarde chuvosa, dentro do carro, com duas pessoas incríveis.
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ju em 11:51 PM |
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Terça-feira, Junho 01, 2004
SE ESSA RUA FOSSE MINHA...
Depois de uma briga feroz com a preguiça, pus um lápis e um caderno amarelo dentro da bolsa e, fazendo de conta que não tinha nada pra fazer, fui passear no centro da cidade. Tomei o ônibus vazio na esquina de casa e desci na beira do rio. De lá fui subindo, dobrando aqui e ali, em direção à Frei Serafim. Vi a casa que eu queria pra mim, descobri onde é o Palácio do Comércio, pedi informação na Casa da Cultura, quis fotografar o Preto Velho nas casas de umbanda, cheirosas de incenso, lá por perto; descansei dez minutos atrás das grades da Praça Saraiva, que não é a minha preferida, mas é um oásis de sombra; segui pelos corredores do Centro de Artesanato até a Praça Pedro II, ver o Rex (como alguém pode querer transformar um cinema em supermercado?), senti o cheirinho do melhor pão de queijo da cidade e me demorei nos sebos em frente aos correios. De lá pra escadaria da Igreja São Benedito, só um quarteirão (uma olhadinha básica no Palácio de Karnak) ver as obras de restauração das portas, seguindo pela Frei Serafim, com sua perspectiva distorcida pelo Metropolitan, passei pelo prédio onde eu quis morar quase a vida toda, de cara pra cima, de um lado a Telemar, que já foi o maior de todos, do outro o Colégio das Irmãs, que continua o mais bonito, e a minha sorveteria, agora escondida atrás de vidros pretos e falta de noção. Dobrando aqui e ali, mais um sebo, mais uma praça, um barzinho charmoso um quase assalto e a quase chegada. Água. Amigos. Surpresa (o mundo é mesmo muito pequeno). Pirulitos. Carona de volta pra casa. Tudo isso com a mesma música na cabeça.
À noite, depois de uma tarde normal, quase sozinha em casa, o avô dormindo no outro quarto, o cachorro dormindo aqui do lado, o jabuti...Sei lá do jabuti...Deitada no chão, de barriga pra cima, os olhos no teto, o set list da Devotchka, as fichas caindo. Várias fichas caindo. E não foi alívio que eu senti. Eu só comecei a entender. Andei quilômetros e os meus pés não doem. Mas os meus olhos doem (porque você nunca os usou?). Do outro lado do muro alguém dizia "Porra, to com dor de cotovelo" e outro alguém retrucava "Ai, isso é tão clichê". Do lado de cá do muro, deitada de barriga pra cima, do lado do cachorro, olhos no teto, avô no quarto ao lado, jabuti desaparecido, dando mais uma chance pra Franz Ferdinan, as fichas caindo, dei um sorrisinho solidário. Que feio ouvir a conversa dos outros. Nada mais essa noite me fez rir.
Quando finalmente dormi, sonhei com a casa que eu queria pra mim, com o volume de Dom Casmurro que eu vou comprar por $5,00 antes do fim da semana, com um telefonema antigo e com uma colcha de cama estendida no chão, onde alguém tinha começado a escrever a letra de uma canção de ninar. Quando finalmente acordei o peso das fichas não me deixou ter certeza se o alívio tinha ou não chegado. E antes de me levantar o que eu senti foi muita pena, pena e dó, uma dó doída, por muitas coisas, e por não poder fingir mais uma vez que hoje eu não tinha nada pra fazer.
(Now every time that I look at myself ¿I thought I told you this world is not for you")
Criado e editado por
ju em 9:45 PM |
din don:
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