a casa de papel inc.

 

 

Quinta-feira, Dezembro 30, 2004


2005

Feliz.

Criado e editado por ju em 4:01 PM | din don:

 

Quarta-feira, Dezembro 29, 2004


22:21

Eu quero plantar uma declaração de amor. Tenho uma dor estranha no olho esquerdo. Tenho um grilo falante nos arredores do coração. Os macacos estão dando uma festa no sótão. Tenho fome. E hoje o dia esteve cinza e lindo.

Criado e editado por ju em 12:23 AM | din don:

 

Domingo, Dezembro 26, 2004


CADERNO AMARELO, PÁGINA 286

Aqui já é 2005 desde o começo de dezembro. E enquanto eu me empanturro de chocolate [presente de natal], leio palavras alheias, baixo o trailler d'Os Sonhadores; enquanto ouço a trilha d'O Fabuloso Destino de Amelie Polain e o trovejar do que deve ser a primeira chuva de verão, eu penso.
Penso em todas essas coisas nos últimos seis meses. Penso que preciso de uma mala nova, e grande; que quero ir na costureira e, quem sabe, cortar o cabelo. Penso em ir ao oculista e em comprar uns óculos, depois de dez anos; então penso que provavelmente não vai dar tempo. Penso em tantas coisas pra resolver na próxima semana e penso que aí já vai ser reveillon e que, pela primeira vez desde que me entendo por gente, eu não estou nem aí se vou virar o ano dormindo ou vendo televisão. Penso em arrumar alguma coisa do Caio Fernando Abreu pra ler enquanto isso, e que a minha primeira edição da assinatura que fiz mês passado da revista TPM já devia ter chegado. Penso em tomar banho de chuva. E penso nas pessoas. Penso em escrever uma carta; e em lições aprendidas. Penso nas saudades e nas possibilidades. Me pergunto sobre essa mágica que faz os sentimentos brotarem. Penso nas dificuldades. Penso no tipo de relacionamentos que eu quero ter na vida e nas escolhas difíceis que talvez eu tenha que fazer por causa disso. Penso que não quero o "mais ou menos". E aí me pergunto sobre o que é o "de verdade" Penso nos meus amigos que sempre vão ser, e nos que na verdade nunca foram. Penso nas minhas metas de ano novo; uma lista de doze, já que doze são os meses. Penso naqueles óculos escuros quadrados enormes que eu tanto queria e no meu plano infalível secreto pra conquistar o mundo, incompleto; no presente que vai chegar atrasado. No futuro entrando porta adentro sem bater. Penso nos últimos dias; no meu vestido de madrinha, no olhar do noivo, nas dúvidas todas. Penso nos próximos dias; na mudança, no começo, nas certezas todas. Penso, penso, penso. Existo. Enlouqueço. Sonho. Me sinto bem. Não tomo jeito. Estou certa disso. Adoro ano novo. Mais um chocolate. E vou dormir.

Criado e editado por ju em 12:18 AM | din don:

 

Sábado, Dezembro 25, 2004


AINDA DÁ TEMPO?

Meu presente de natal.
Atrasado, como o outro.
Mas tem a intenção, né?!
Divirtam-se!

Criado e editado por ju em 7:51 PM | din don:

 

Sexta-feira, Dezembro 24, 2004


BY THE WAY...

Eu adoro natal, mas odeio todo esse jingonbel.
E embora não exista clima de natal em Teresina [não, eu não estou falando de neve, decoração de natal na cidade já seria suficiente...e nem precisa de jingonbels hein?], meus votos de feliz natal a todos.

Criado e editado por ju em 12:01 AM | din don:

 

Terça-feira, Dezembro 21, 2004


CONCLUSÃO 2

Planos infalíveis secretos para conquistar o mundo podem, aparentemente, falhar antes mesmo de serem executados. E serem executados mesmo assim.
Entendo como falham. Não entendo o porquê.

Criado e editado por ju em 2:12 AM | din don:

 

Domingo, Dezembro 19, 2004


PLANO INFALÍVEL SECRETO PRA CONQUISTAR O MUNDO

uma caixa de papelão + um fita + uma caneta + um travesseiro + um gravador + um clássico da literatura infantil + velas + amoras de plástico

Criado e editado por ju em 7:39 PM | din don:

 

Sábado, Dezembro 18, 2004


CONCLUSÃO

Eu sou um garrancho ininteligível.

Criado e editado por ju em 3:29 PM | din don:

 

Sexta-feira, Dezembro 17, 2004


BRILHO ETERNO DE UMA MENTE COM LEMBRANÇAS
|ou you have not been paying attention|

Foi mais ou menos no quinto degrau da escada rolante que o coração mandou a mensagem pro cérebro, que se encarregou do resto do corpo, até chegar nas pontas dos pés. Os pés tomaram a iniciativa e quando ele se deu conta já estava ela dançando uma música inventada e toda desengonçada, enquanto o trem não vinha. A felicidade tem dessas coisas.

Criado e editado por ju em 11:39 AM | din don:


2+2=5



Assustadoramente verossímil.

Criado e editado por ju em 10:24 AM | din don:

 

Domingo, Dezembro 12, 2004


A DESVAIRADA NA PAULICÉIA
Epílogo: a volta.


Nas minhas duas últimas semanas em São Paulo eu aprendi mais algumas coisas sobre pessoas. Fui voluntária de assistente de produção de peça mais uma vez, e por isso [mas sem arrependimentos] perdi a chance de ver o meu time do coração jogar em casa debaixo de chuva, no mesmo fim de semana em que percebi, num churrasco perdido em algum lugar da cidade [que eu, o Ju e meu fiel escudeiro Igor Bento demoramos muito pra achar], que existem sim amizades eternas; construídas ao longo de anos de histórias engraças e férias perfeitas, onde todos éramos sim muito felizes, e sabíamos bem disso. Nas minhas duas últimas semanas em São Paulo eu fui invadida por muitos sentimentos: um deles foi a gratidão, no meio de carnes e doces; no meio de pessoas que já viveram boa parte de suas vidas e continuam amigas eu quis muito agradecer por aquelas pessoas que dividiam a mesa [e a carne e os doces] comigo; por aqueles que não estavam naquela mesa, mas estavam nas histórias que foram contadas; por aqueles que não estavam naquela mesa, nem nas histórias que foram contadas, mas que estavam em algum outro lugar, torcendo a favor. Porque mais uma vez eu cheguei à conclusão que os que torcem a favor são os que realmente importam. Nas minhas últimas semanas em São Paulo eu passei muitos minutos embaixo do oceano, e num momento perdido eu percebi o quanto esses minutos já são importantes [muito] pra mim. Na minha última semana em São Paulo eu vi a Paulista [linda, linda] se vestir pro natal, e vi Nina e Antes do Pôr do Sol [ e chorei porque Nina Simone é muita covardia], e comprei um livro do Gabriel Garcia Marques no Espaço Unibanco de Cinema, e passei três dos melhores dias matando a saudade da minha querida Ana e conhecendo seu menino, Fernando. Na minha última semana em São Paulo eu me diverti muito, muito bem acompanhada, em meio a tortas de morango e fanta laranja; fotos, fichas de juke box e blakdogs; comida japonesa, fotos, centro da cidade, galeria do rock e botecos; mercado municipal, fotos, brechó e rodoviária. E por esses dias, e por essas pessoas eu também quis agradecer. Nos meus últimos dias de São Paulo eu chorei arrumando a mala, sem saber muito bem por qual motivo, e desejei do fundo do coração que aqueles não fossem os últimos dias. E tive a certeza de querer voltar, e ficar por muito mais tempo. E tive a gana de fazer o possível por isso. E tive a idéia de que este é o último capítulo, mas apenas dessa temporada. Nos meus últimos dias de São Paulo eu não fui me despedir da cidade, nem de nenhum lugar especial. Coisas de quem não gosta de despedida. Ou, quem sabe, coisas de quem, ainda que inconscientemente, sabe que vai voltar. Logo, logo.
No meu último dia de São Paulo a última aventura foi chegar até o aeroporto, já que meu fiel escudeiro querido Igor [praticamente o meu Sancho Pança] não é muito bom de caminhos, e meu [tão] querido Ju é chegado nuns atalhos. Mas enfim chegamos. A mochila tava pesada. A despedida foi rápida. O vôo foi ruim. Mas me espera aí, que eu volto já.

Criado e editado por ju em 12:02 AM | din don:

 

Terça-feira, Dezembro 07, 2004


A SEGUIR...

Último capítulo da temporada 2004 de A Desvairada Na Paulicéia.
|Edição especial com 17 dias de duração|

Criado e editado por ju em 9:13 PM | din don:

 

Quarta-feira, Dezembro 01, 2004


INTERRONPEMOS NOSSA PROGRAMAÇÃO NORMAL...

...para publicar mais um textinho despretensioso.

Carrie, a estranha

Domingo a noite, na privada, enquanto observava a pintura descascada do teto e descascava, com os dentes, o esmalte cor de rosa das unhas compridas, pensava em suas amigas. E pensando em suas amigas descobriu que não gostava de Sex And The City. Podia parecer meio estranho porque de fato tinha se interessado bastante quando aquela grande amiga [que escorregou, quebrou as pernas e já não era mais assim tão grande] comentou a respeito pela primeira vez. E continuou se interessando no meio das conversas com aquela outra amiga [que estava fazendo aulas de alongamento e ficava cada vez maior]. E parecia interessante nas revistas e nos jornais. E parecia interessante e até divertido nos primeiros episódios que ela conseguiu ver naquele vídeo cassete velho emprestado de alguém, muito embora um deles fosse com o Bon Jovi. É. No começo parecia interessante. Mas agora, depois da ultima vez, estava certa: não, não gostava de Sex And The City. Alguém [talvez o namorado, talvez a mãe] diria que tratava-se apenas de mais um de seus ataques de rebeldia: isso de não gostar daquilo que a maioria ama e quer bem, isso de achar o orkut uma coisa inútil. Alguém [talvez uma amiga, talvez a mãe] diria que isso é uma fuga e que ela devia enfrentar seus problemas. Mas o fato é que não, não gostava de Sex And The City. E, num dia de tpm, até se arriscaria, de dedo em riste ou com cara de desdém, a dizer que a famosa série caiu no seu conceito: de ¿engraçada, atual e sarcástica¿ para ¿boba, rotulante e cheia de clichês¿. Talvez o problema fosse alguma infiltração. Talvez o problema é que não visse muita graça numa mesa cheia de mulheres, bebendo e conversando assunto de mulheres. Talvez o problema é que desde menina já preferia as brincadeiras masculinas, de onde voltava suada e com os joelhos esfolados, à cuidar de bebês de plástico. Talvez o problema é que fosse muito chata. Mas não, definitivamente, não gostava de Sex And The City. Não se identificava com as personagens e ficava boba [nos dias de tpm, indignada] com o número de mulheres que diziam se identificar com a Carrie. Pensando bem, com certeza era algum tipo de infiltração no teto pra justificar essa descascação toda. Pensando bem era até engraçado: todo mundo queria ser a Carrie. Sim, Sarah Jessica Parker é linda. Mas não, ela não gostava de Sex And The City. Era fato. Não achava Candice Bushnell assim tão esperta e se recusava a acreditar que todos os tipos de mulheres e todos os problemas femininos estivessem condensados dentro daquelas quatro personagens. Talvez o problema fosse não gostar de generalizações. Talvez o problema fosse ser radical. E enfim, não, não gostava de Sex And The City. Chegava a preferir Confissões de Adolescente: lhe parecia menos caricato. Domingo à noite, na privada, enquanto observava a pintura descascada do teto e terminava de descascar as próprias unhas, pensava que o único problemas em se fazer misto quente com maionese ao invés de manteiga era que o pão acaba grudando todo no tostex. Esqueceu de dar a descarga. Mas lavou as mãos.

Esta é uma obra de ficção.
Qualquer semelhança com nomes, fatos e acontecimentos reais terá sido pura licença poética.

Criado e editado por ju em 3:36 PM | din don:

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