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Segunda-feira, Maio 29, 2006
MPP
E nem bem o Lado 2 Estéreo deixou a paulicéia, depois de um período de quase 4 meses e shows nos meus preferidos Funhouse e Studio Sp, e eis que mais uma leva de conterrâneos músicos piauienses aportam por essas bandas, integrando o time que vai participar da segunda edição do Piauí Sampa. Para abrir a programação, ontem a noite um tributo a Torquato Neto, dirigido por Arimantan Martins. Acesso trouxe o maior sucesso, Teófilo veio de casaco de vaqueiro, Os Caipora foram os mais poéticos, Validuaté foi a surpresa boa da noite, Roque Moreira trouxe a energia e Roraima, além de tudo, as boas lembranças; Cidadão Instigado e Chico César apareceram pra ver e pra festa ter sido perfeita só faltou divulgação. Nada que um anuncio neste humilde blog não pretenda resolver.
Segue a programação:
[+] 29.05: Teófilo | Blen Blen | 22:00
[+] 30.05: Validuaté | Studio Sp | 22:00
[+] 31.05: Roraima |Blen Blen | 22:00
[+] 02.05: Roque Moreira | Mão Santa | 22:00
Todos os dias: Mercado Municipal de São Paulo, a partir do meio dia.
Amigos, inimigos, conhecidos e desconhecidos paulistanos considerem um convite. Para os amigos e conhecidos prometo levar a mangueira.
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ju em 8:25 PM |
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Terça-feira, Maio 23, 2006
VESTIGIOS DA NOITE
[ou De Quando Meus Tornozelos Ficaram Roxos ou ainda Na Noite Em Que Vimos O Sósia Do Vincent Gallo]
"_Eu acho que toda criança é naturalmente bissexual.
_[...] É...eu era bissexual..."
"_Solteira linda?
_Sim, mas eu sou hetero...
_Que pena...eu te beijaria a noite inteira se você quisesse."
"_Se eu não voltar é porque me perdi no pisca-pisca"
"_Se pelo menos tivesse dado pra ver o rosto dela..."
"_Viva o Marcola, o verdadeiro governador de São Paulo."
"_Eu acho que a gente devia fazer uma festa particular...
_Não, o Papa João Paulo II não quer que a gente veja o Código Da Vinci...
_Meu, para, o Papa João Paulo II morreu!!!!!!"
"_Eu peguei um gato!!!!"
"_Eu estou no meu limite! [pof]"
[+] para Mitz.
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ju em 9:26 PM |
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DAS COISAS QUE ME FAZEM CHORAR NUMA SEGUNDA-FEIRA.
[porque eu queria sim. E muito.]
"... e aí eu fui e fiquei naquela... torcendo pra minha imaginação ser verdade e eu encontrar você por lá. E aí a gente poderia conversar e tirar o atraso de alguns meses. Quando eu fui chegando, encontrei logo o Sr. Aurélio. Ele tava indo receber seu primo preferido lá na porta. E quando eu cheguei estavam lá... tia Gracinha, a formanda Mariana, a irmã Marília e todo mundo...Cumprimentei a Ana Luíza e o Lucas... e estava lá a sua mãe (que eu não tinha visto ainda). E a Tia Dalva e o Sr Joaquim. Depois de cumprimentar todo mundo querendo que a minha imaginação estivesse certa... eu sentei. Aí sim, avistei tua mãe. Levantei-me e fui até ela. Estava lá de vermelho. Cor das unhas que talvez você tivesse pintado se estivesse mesmo lá. E estava. Eu sinto que estava...Acho que você queria estar lá tanto quanto eu (e mais muitas outras pessoas naquela festa) queria que você estivesse. Mas foi muito bom. Com sua presença mesmo que etérea, muito bom. Da próxima vez a gente tira mesmo o atraso. Porque dessa vez eu não ouvia você responder. Te amo e te espero próximo mês."
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ju em 9:25 PM |
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DAS ATALIZAÇÕES.
[+] http://www.sala8.blogger.com.br
[+] http://www.flickr.com/photos/99955417@N00
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ju em 9:24 PM |
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E DAS COISAS FÚTEIS.
Devido às baixas temperaturas, aos muitos banhos quentes e ao conseqüente ressecamento da minha pobre cútis, agora eu ando por aí cheirando a maracujá.
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ju em 9:21 PM |
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Quarta-feira, Maio 17, 2006
I KNOW I COULD
"A vitória de um homem às vezes se esconde num gesto forte que só ele pode ver."
[+] o rappa.
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ju em 10:14 PM |
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Domingo, Maio 14, 2006
É QUEM VOCÊ ESCOLHE PRA VIVER.
Às vezes, quando a minha casa está cheia de gente, eu gosto de ficar quieta num canto. Observando. E aí ontem, no meio daquela conversa sobre São Paulo, no meio daqueles sotaques todos [três pelo menos], no meio de toda aquela Heineken, eu me concentrei naquela sensação boa. De simplesmente observar os meus amigos conversando. Debatendo. Discutindo as suas opiniões, muitas vezes contrarias, mas respeitadas, no solo sagrado do meu lar. E fiquei pensando em quanto tempo fazia que eu conhecia aquelas pessoas, em todas as coisas pelas quais já passamos, juntos ou separados, em todas as coisas pelas quais ainda vamos passar, e em como era bom estar com elas, e observá-las, conversando, rindo, conhecendo e matando saudades. É obvio que alguns faltaram. E observando aquela conversa exaltada, eu também pensei neles e desejei muito que estivessem aqui, a ponto de imaginar o que diriam sobre isso e aquilo. E quis que eles também soubessem o quanto são importantes; o quanto momentos como esse, ou o quanto momentos como morrer de rir num restaurante japonês, ou o quanto momentos como rir baixinho numa biblioteca das minhas loucuras existenciais, ou o quanto momentos como simplesmente andar de braços dados no frio, entre tantos outros, me são caros. E hoje de manhã, quando me despedi do último deles no metrô, eu pensei que é o fim do mundo, como se sabe, e que agora talvez seja a hora mais confusa de todas; mas, em momentos como ontem a noite, eu me sinto bem. E eu quis agradecer, aos que estavam, e aos que não podiam estar, mas que de certa forma estiveram mesmo assim. Eu quis dizer "obrigado, a todos vocês, por tudo".
Obrigado.
A todos vocês.
Por tudo.
<<they will see us waving from such great heights, "come down now," they'll say/but everything looks perfect from far away, "come down now," but we'll stay...>>
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ju em 5:49 AM |
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FRANÇOISE MALLET-JORIS
[ou Falando Nisso]
O meu amigo Ian é foda, e me faz essas gentilezas, de descobrir por aí [e me emprestar] coisas que tem a ver comigo, só pra me fazer feliz. E pra desencadear uma conversa sobre incosciente coletivo, of course, porque ele adora um debate.
Obrigado, beibe.
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ju em 5:21 AM |
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E DAS COISAS NAS QUAIS EU PENSO QUANDO ACORDO DE UM DESMAIO ÀS QUATRO DA MANHÃ.
Where is my master the rebel prince
Who will shut all of these windows
It's these windows all around me
It's these windows who are telling me
To rid my dirty mind of all of its preciousness
Where is my master the rebel prince
Bet breaking everything trying to get to me
In this two-bit hotel
Just to me before this windowsill
Does rid my dirty mind of all of its preciousness
Oh I can see him now
Though it's so far away
Amongst the roving crowd
Going the other way
Confounded anger burning with love for me
Oï est mon ma¤tre le prince rebelle
Qui va fermer toutes ces fen¿tres
Ce sont ces fen¿tres autour de moi
Ce sont ces fen¿tres qui m'appellent,
Qui m'appellent
Marigold, Marigold, Marigold
I'm leaving the Roosevelt hotel
Marigold, Marigold, Marigold
I'm leaving the room we knew so well
Marigold, Marigold, Marigold
Marigold, Marigold, Marigold
Marigold, Marigold, Marigold
Marigold, Marigold, Marigold
[+] rufus wainwrigth: rebel prince
[porque eu adorei o presente; porque eu amo você]
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ju em 4:57 AM |
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Sábado, Maio 06, 2006
NO DIA SEGUINTE, NINGUÉM MORREU.
Senhores, sobrevivi.
Mas crianças, não tentem fazer isso em casa.
ps.: sexta de manhã, indo pro trabalho, 15º na paulicéia, tive o diálogo imaginário mais fantástico ever. Pena que não me lembro de nenhuma palavra.
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ju em 10:31 PM |
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Sexta-feira, Maio 05, 2006
AFTER HOURS
[Ou Ju In The Sky Com a Semiótica]
Ai meu deus, e agora como vou trabalhar chapada de pó[s] de guaraná? Beibe, acho que estou tendo uma overdose. [A propósito, tem noites que o meu quarteirão inteiro parece ser corintiano]
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ju em 7:43 AM |
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Quarta-feira, Maio 03, 2006
FORMIGAS
Apareceram formigas na minhas casa. Justo na minha casa que sempre foi, a despeito da periódica bagunça, livre de qualquer tipo de himenópteros e insetos no geral. Dispensamos inclusive a detetização em massa que aconteceu no prédio no mês passado, confiantes e pobres que estávamos. E agora, eis que elas me aparecem, vermelhas, em fila, cruzando a mesa do computador rumo a sabe lá o deus das formigas que lugar...impossível não imaginar se essa súbita aparição não é, na verdade verdadeira, um indício de que o livro se aproxima do fim. O primeiro está amarrado a uma árvore e o último está sendo carregado pelas formigas. Cadê as borboletas amarelas? Às vezes eu também me sinto irremediavelmente só.
A vida tem sido confusa, cansativa e cara nos últimos tempos, e tenho travado verdadeiras batalhas em busca de um lugar ao sol para estirar os pequenos fabulosos prazeres simples. Comer frango bêbado e conversar delicioso num domingo de páscoa. Imaginar presentes e sorrisos felizes no caminho de volta pra casa. Beber Heineken e dançar pela casa "come on baby light my fire" numa véspera de feriado. Fotografar numa tarde bonita de segunda-feira.
Mas a vida também é boa e cheia de possibilidades [repita como um mantra] e eu tenho uma viagem planejada de férias e planos desconcertantes pro segundo semestre.
Retificando: tenho planos desconcertantes para o resto da vida.
Eu estou tentando manter a calma, embora aparentemente, espinha e coração já tenham ido pras cucuias. Outras coisas e pessoas foram pras cucuias enquanto as formigas atravessavam o meu teclado em direção a sabe lá o deus das formigas onde. É o fim do mundo como se sabe. E tem todas as outras coisas. Mas enquanto eu ouço Frusciante cantar no volume máximo que right here's every world e pulo na cama, eu penso que ele [não, não o Frusciante] estava errado afinal: depois de um tempo, ainda que [às vezes] de muito tempo, as lembranças boas são mais fortes. Enquanto tento dançar igual a menina do trailler e os vizinhos esmurram as paredes gritando "mas como pode essa menina, já é hora de dormir' atrapalhando o Travis pedindo por favor baby don't leave me, eu me certifico que não consigo ser pessimista assim por tanto tempo. Enquanto o vento gelado do outono que chega na paulicéia passa por entre os meu dedos; enquanto penso em como será que se faz uma análise semiótica de uma cadeira meu deus; enquanto faço malabarismos pra pagar todas as contas; quando chego em casa e tem gelatina de uva pronta na geladeira ou quando a minha mãe me liga de noite dizendo que tá tudo bem minha filha, não precisa se preocupar; enquanto as formigas atravessam a mesa do computador, passando por cima do meu teclado, rumo a sabe lá o deus das formigas onde, eu ouço Frusciante dizer que everyone who has lived has a place, e penso que "formiga" é uma palavra engraçada, e penso que o duro combate...
É o fim do mundo como se sabe. Mas [hoje] eu me sinto bem.
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ju em 10:09 PM |
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Segunda-feira, Maio 01, 2006
PARA TODOS.
Me descreve a conversa por telefone que você gostaria de ter? [+]
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ju em 9:37 PM |
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STRIKE THE POSE.
http://www.flickr.com/photos/99955417@N00
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ju em 9:10 PM |
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