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Domingo, Agosto 27, 2006
2.6 e 2/3
Faltam 16 dias. Muita coisa mudou desde a última vez. Nem todas pra melhor. Mas eu continuo gostando mesmo assim e esse ano na programação usual de comemorações tem Los Hermanos, Maria Rita, Franz Ferdinand, a primeira edição da festa "Independência ou Morte [Ai que preguiça...]", com presençaish cariocaish ilushtreish, além, é claro, de Milo Garage para um chopp com os conhecidos, do "jantar do dia mesmo", e do colo de mãe o mês inteiro. So, go ahead, make my day [16 dias], segue a [já tradicional] lista:
[+] filmes, as usual.Dica? Adoro Tarantino e ultimamente tenho pensado em Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças todo santo dia.
[+] discos, senhoras e senhores. Vinil. Lp. Bolachão. Porque agora eu tenho uma vitrola. [mercy tia Nanda.]
[+] ingresso pro show do Franz Ferdinad. Eles já confirmaram presença. Já eu [ainda?], não.
Ps.: eu tenho carteira de estudante!
[+] uma serenata. Moro no quinto andar e a minha varanda fica virada pra quadra de esportes do prédio. Pode cantar Chico e Roberto.
[+] pirulitos, sempre; flores, muitas e cartões, se possível.
[+] camiseta cat power alguns tormentos.
[+] um bloco de canson, pincéis e lápis de cor aquarelável.
[+] uma imagem de São Jorge.
[+] óleo de maracujá da natura.
[+] abraços. De verdade. A melhor coisa do mundo.
Criado e editado por
ju em 10:20 PM |
SOBRE O RIO, A OVO E O REI.
Estou aqui e minha mãe tinha razão sobre quase tudo, inclusive sobre Roberto Carlos que, de fato, é um rei. Por esta, e por outras razões, estive em três dos quatro shows que China e boa parte do Mombojó fizeram com a banda Del Rey pela cidade no último mês. Antes disso, antes das férias acabarem e antes de voltar pra casa, estive no Rio e, sim, senhoras e senhores, o Rio de Janeiro continua. Mesmo pra quem nem sabia que ele era. E impressionados os meus olhos passearam por aquele azul escuro do mar da praia de Camboinhas em Niterói. Impressionados, olharam pra baixo do alto onde os corajosos saltam de asa delta e, impressionados, viram a cidade do Rio de Janeiro lá do outro lado da baía, precisamente colocada, no meio do mar, aqui o Pão de Açúcar, ali o Corcovado. Impressionados, os meus olhos seguiram, da barca, os sei lá quantos [13?] muitos quilômetros da Rio-Niterói, passearam pelo centro antigo, observaram as pedras da rua do Ouvidor, se ergueram pra ver o bondinho passando lá no alto dos arcos da Lapa. Emocionados os meus olhos tremeram na frente do cine Odeon e se arregalaram diante da maior favela [do país?], bem no meio da cidade, toda iluminada. Luzes coloridas. Como uma árvore de natal. Senhoras e senhores, ver a Rocinha, de noite, é como olhar para uma gigantesca árvore de natal. Felizes os meus olhos foram reconhecendo as ruas, os caminhos de Niterói; ali a casa de Ana, Isabel, Vó e Celeste; seguindo por aquela rua, onde tomamos aquele café e conversamos sobre as cantoras da atualidade, entrando ali na frente, a casa de Ana e Francisco; segue reto naquela outra rua e lá está a praia de Icaraí e um pouco mais longe, a casa de Fernando. Os caminhos e as melhores companhias de lá pra cá, na ponte Rio-Niterói. Minha amiga Ana, o querido Fernando, a animada Celeste, o sempre simpático Francisco, a sempre solícita Vô, a doce Isabel, a bela Cris, a pequena Bárbara, o boa praça Yan, a espevitada Juju... De modo que o Rio de Janeiro [Niterói incluisa] continua, e todo o meu corpo, toda a minha história, todas as minhas coisas, meus livros, minhas fotografias e os discos que eu ainda vou ter, quiseram morar naquele sobrado com placa de aluga-se, perto da praça XV, ou naquela casa linda lá no alto de Santa Teresa, nem aí pras cinco favelas em volta, ou em qualquer um daqueles prédios de cuja janela da pra ver o mar, ou a baía, ou o cristo. Um dia, quem sabe. Agora estou aqui, de volta pra casa, e minha mãe tinha razão sobre quase tudo; inclusive sobre amizade, sobre as pessoas que nos são caras e para quem somos caros e sobre o que é realmente importante observar. Estou aqui e o inferno astral que parecia ser longo e tenebroso, não durou mais que duas ou três noites ruins. Estou aqui, e pedi demissão, e agora tenho um emprego novo, num lugar bacana, e não preciso mais trabalhar até as dez da noite dos sábados. Também não preciso trabalhar nos domingos. Nem nos feriados. E pode me chamar de produtora. Estou aqui e agosto foi quase um reveillon; minha mãe estava certa sobre quase tudo, incluindo a parte que diz que às vezes a gente precisa parar, pôr as coisas em ordem, começar tudo de novo, e aquela coisa sobre carros e bois. Estou aqui e nos próximos dois meses muita gente também vai estar: meu amigo Adelino [cunhado? Rs], os meninos do Roque Moreira, minha amiga Ana, o querido Fernando, Fábio Expiga e Junior B. Estou aqui e daqui uns dias, minha mãe, certa sobre quase tudo, também vai estar. Estou aqui. E por mim tudo bem.
Criado e editado por
ju em 9:54 PM |
Quinta-feira, Agosto 03, 2006
FRASE DE FILME DO DIA.
"I feel like my heart is breaking. Why am I so sad??"
Frankie in Stigmata|1999
[E a seguir: O rio de janeio continua lindo]
Criado e editado por
ju em 2:18 AM |
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